Religião não! Espiritualidade sim!
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Postado por Unknown
Em Jerusalém um amigo judeu de muitos anos, que já foi meu guia, mas que se tornou amigo mesmo [ele meu e eu dele], me disse que pastores brasileiros chegam lá, e, uma vez indagados por mim, dizem, entre outras coisas, que eu deixei a "religião cristã".
Meu amigo judeu então lhes diz:
"Mas ele nunca acreditou em religião. Ele apenas sempre creu em espiritualidade, não em religião. E a espiritualidade na qual ele crê não é a dos cristãos, mas sim a de Jesus".
Ora, depois chegam lá os crentes tapados querendo "evangelizar judeus", sem nem mesmo saberem fazer distinções básicas, as quais, para muitos deles, como meu amigo, são sutilizas essenciais, especialmente para quem, em nome da religião cristã, sofreu milênios pelo crime religioso de os judeus terem entregue Jesus aos romanos para que esses o executassem; crime esse que até hoje é discutido, o qual, no curso dos tempos, colocou os judeus sendo "judiados" pelos cristãos de todos os modos e formas possíveis, culminando no holocausto da II Guerra.
De fato, meu amigo está certo. Sou discípulo da espiritualidade de Jesus e de nada mais.
Não sou discípulo da espiritualidade de Paulo e nem de nenhum dos apóstolos, mas sim de Jesus, única e exclusivamente de Jesus. É a partir de Jesus que vejo o que é e o que não é sadio até na espiritualidade dos apóstolos.
Espiritualidade, conforme já tenho dito em muitos livros e textos meus, é aquilo que perpassa a vida, de modo integral, como espírito que qualifica todas as percepções, interpretações, atitudes, e decisões de uma pessoa.
Meu amigo judeu entendeu isto, e tem seu coração aberto para mim e para o Evangelho. Entretanto, muitos cristãos [a maioria], à semelhança dos judeus que perseguiam Paulo por ele ter deixado a "religião judaica", insistem em não entender o óbvio, apenas porque a ruptura que está estabelecida, agora, já não é mais de livros, textos e de conceitos, mas prática e histórica; e é isto justamente o que os tem apavorado.
No início, ouviam e pensavam: "São os estrebuchos do falido, do caído, do homem sob os escombros!..."
Mas agora que vêem milhares e milhares, e até seus filhos, esposas e netos enxergando o que eles se negam a ver, então, dizem: "Este homem está corrompendo a religião!"
Então, os mesmos que me perseguem por aí, muitas vezes me escrevem cartas de apelo, implorando que eu "volte", e que pare de criar essa "divisão".
Que divisão? Sim! Eu quero saber! Qual foi a divisão que eu criei?
O Evangelho só é divisão para os que se perdem, pois, todo aquele que o ama e nele crê, esse, quando o ouve, deixa tudo e diz "amém" à verdade.
Assim, aproveito para informar aos que já sabem, mas não querem admitir que sabem, que o "Caminho da Graça" tem cultos, reuniões, ceia, batismos, ordenações conforme os dons, envia pessoas, sustenta pessoas, e anuncia a Palavra; e faz tudo isso sem ser um movimento da religião, mas sim da espiritualidade segundo Jesus.
Jesus pregava, orava com doentes e oprimidos, ensinava o evangelho e anunciava a chegada do Reino de Deus; além de acolher pessoas, andar com elas, reuni-las e fazerem-nas sentirem-se irmãs umas das outras, e, sobretudo, deixando a elas claro que o maior poder de testemunho que teriam neste mundo viria exclusivamente da capacidade que tivessem de amarem-se umas às outras — "para que o mundo creia".
Quando [logo depois de minha conversão] deparei com as implicações de Jesus ter sido sumo sacerdote segundo a ordem de Melquizedeque, ato continuo toda e qualquer força que a religião desejasse ter sobre mim, morreu...
Quem crê que Jesus é Sumo Sacerdote segundo uma ordem que transcende a religião de Abraão, crê, daí para frente, não mais em religião, mas apenas em espiritualidade em Cristo, conforme o Evangelho.
O "Cristianismo" é um ente histórico poluído e pervertido demais para ter qualquer poder de influencia de sal na terra.
Insistir nas Cruzadas Cristãs contra o mundo pagão, é ainda pior do que pregar o Islã, por exemplo; pois, pregar uma religião em nome de Maomé é coisa humanamente simples de entender, mas fazer a mesma coisa com Jesus é blasfêmia contra o ser de Jesus.
Desse modo, tudo o que Jesus faz e ensina nos evangelhos é o que nos concerne, e, sobretudo, Seu modo de ser, pois, é da observação de Seu modo de ser e andar que se tem, segundo Ele, a chance de em vendo-o, ver-se também o Pai.
Assim, alegremente reduzo-me a Jesus, e aceito os limites da infinita liberdade, e as contenções do amor, e as cadeias do regozijo, e a impotência dos milagres, e a fraqueza de se enfrentar o inferno apenas com a Palavra.
Isto, hoje, todavia, é loucura para o Cristianismo e escândalo para os Evangélicos!
Mas para todo aquele que crê, esta é a Raiz de Vida que põe seu espigão no cerne mais profundo do discípulo, dando a ele a essencial alegria e gozo no enfrentamento das tribulações que virão sobre todos os habitantes da terra.
Nele,
Caio
Olhe para Jesus e você entenderá a Palavra
Postado por Unknown
-----Original Message-----
From: Jesus: A Chave Hermenêutica
Sent: terça-feira, 23 de setembro de 2003 17:56
To: contato@caiofabio.com
Subject: Contato do Site
Mensagem:
Rev. Caio,
Acho de extrema importância quando você fala de hermenêutica e diz que Jesus como a chave hermenêutica da Bíblia derruba qualquer regrinha ensinada nos cursos teológicos. Gostaria, porém, que você, se não for pedir muito, comentasse de forma mais substancial como seria, na prática, a aplicação dessa Regra-Jesus.
Um abraço,
P.S. Estou estudando esta disciplina para lecionar num curso. Sua orientação muito me ajudará.
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Resposta:
Meu amigo querido: Graça e Paz!
"Cristo é o Mestre, as Escrituras são apenas o servo. A verdadeira prova a submeter todos os Livros é ver se eles operam a vontade de Cristo ou não. Nenhum Livro que não prega Cristo pode ser apostólico, muito embora sejam Pedro ou Paulo seu autor. E nenhum Livro que prega a Cristo pode deixar de ser apostólico, sejam seus autores Judas, Ananias, Pilatos ou Herodes"—Martinho Lutero
É mais simples que pensar. Basta olhar para Jesus. Veja como Ele tratou a vida, as pessoas, a religião, os políticos, os pobres, os ricos, os doentes, os parias, os segregados, os esquecidos, os seres proibidos, os publicanos, as meretrizes, os santarrões, e o que mais você quiser...
Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e Nele estão TODOS os tesouros da sabedoria e do conhecimento. O resto, meu irmão, é invenção de quem não quer lidar com gente e prefere lidar com letras.
A Verdade não existe como Explicação, mas tão somente como Encarnação. A Verdade só pode ser vivida, não pensada. Todo pensamento acerca dela decorre da experiência; ou seja: do processo de encarnação. Assim, para enxergar a Verdade tem-se que vê-la na Única Vida na qual ela habitou cheia de Graça, e também tem-se que vivê-la.
E o Verbo se fez carne. Por isto é que posso discernir a Verdade em Jesus, mas ainda assim só posso discernir se eu mesmo a experimentar na vida.
A Verdade que vejo em Jesus--Encarnada Nele--eu mesmo tenho que conhecer na minha própria vida, ou encarnação, que é o único estado de existência que eu tive até hoje.
Quando vejo Jesus, eu vejo a Verdade. Quando eu vivo, sabendo que Ele é a Verdade, mesmo que minha existência não encarne toda a Verdade que vejo em Nele, até nos meus movimentos contra ela, eu a conheço; visto que não tenho mais como não conhecê-la, mesmo que a negasse.
Foi assim com Pedro. Ele conheceu a Verdade em Jesus, e teve que experimentá-la em si mesmo. E, provavelmente, o dia no qual ele negou a Jesus, tenha sido um dia, para ele, de muito mais verdade que a noite da Transfiguração.
Assim, Jesus é a chave hermenêutica para se discernir a Palavra, mas mesmo assim, eu só a conhecerei como Verdade, se eu mesmo a provar na minha carne; e isto é o que acontece quando a gente anda no Caminho; e assim é mesmo quando a gente tropeça.
Desse modo, a Encarnação é a chave hermenêutica, mas essa chave tem que abrir antes o meu coração. E isto só acontece no encontro entre a Verdade e a Vida. Ora, tal encontro só se dá no Caminho.
Por fim eu lhe digo que este site é um exemplo de como se deve ler a Palavra somente a partir de Jesus, da Encarnação.
A primeira vez que expressei essa noção por escrito foi no meu livro "Seguir Jesus: o mais fascinante projeto de vida". Se puder leia.
Nele, em Quem a Palavra está explicada em gestos, modos, atitudes, palavras e espírito,
Caio
Assim no Caminho como também no Corpo de Cristo
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Postado por Unknown
Amigo amado, Marcelo Quintela: companheiro, filho e irmão — coisas e relações só possíveis Naquele que disse: "Eis o teu filho...; eis a tua mãe": Graça e Paz!
Meu querido cooperador no reino e na esperança de um tempo novo,
Nos últimos meses venho pensando muito na jornada que estamos fazendo com "os do Caminho". Minha convicção é que chegou a hora para que, sem os traumas das organizações e instituições, finquemos o pé no chão firme da organicidade funcional como um corpo; e, portanto, como o Corpo.
Assim, sem traumas, mas livres na Graça e na fé que atua pelo amor (e que se expressa como liberdade reverente, e reverencia liberta para com todos os irmãos), conforme o dom, o chamado, e, sobretudo, de acordo com o que o Espírito estabeleceu como fatos históricos de nossa jornada — como Mentor do Caminho, conforme a iniciativa do Espírito —, tenho decido em oração e meditação, o seguinte:
1. Cada Estação é independente na sua auto-gestão, mas cada localidade, além da diretoria estatutária da sociedade "Caminho da Graça", deve também ter com Conselho Ministerial formado de membros de duas instâncias: os que compõe a diretoria estatutária e os membros ativos dos dons ministeriais; sendo que a soma total desse Conselho Ministerial, não deve ultrapassar o número de 12 indivíduos, homens e mulheres, a fim de que possa ser algo fincado e sem dispersividade.
2. Todas as coisas relacionadas a compras ou alugueis, podem e devem ser decididas por esse Conselho, usando-se o seguinte critério: consenso imediato; ou, não havendo tal consenso, todas as dúvidas devem ser enviadas a mim, com cópia para você, pelo Mentor local da Estação; pois, na sabedoria do Evangelho, exercerei o discernimento, em tais casos, em nome do todo. Nesse caso, as dúvidas devem ser colocadas em e-mail, sendo que a redação de tal texto, deve ser escrito com a anuência de todos os membros do Conselho, a fim de que não proceda apenas de um e ou de uma só interpretação.
3. Somos uma Fraternidade de Estações; porém, o nome que se carrega na designação "Caminho da Graça", remete a todos para a minha pessoa; daí eu não poder ficar nem desinformado e muito menos seqüestrado por eventuais equívocos locais. Isto porque os acertos locais serão sempre locais; porém os equívocos serão sempre projetados em mim. E disso não tenho nenhuma dúvida depois de tanto caminhar...
4. Buscaremos dividir o país em regiões, de tal modo que, à medida em que as Estações aumentem em número e em regionalidade, ou mesmo em internacionalidade, tenhamos supervisores executivos que ajudem a olhar, guiar e manter a harmonia de tudo com o espírito que originou a visão da jornada que estamos juntos fazendo.
5. Gostaria que nos próximos dois anos, caso você possa e aceita, você mesmo fique como Supervisor Executivo de todas as Estações que forem surgindo. Daqui a dois anos veremos se a tarefa continuará a ser possível para você sozinho; pois, caso não seja, dividiremos em grupos de supervisores que se reportem a você, e você a mim. Para tanto, é sadio que cada Estação separe 5% dos recursos locais, tão logo as prioridades locais sejam atendidas (aluguel, som, banda larga para a vídeo conferência, e eventuais ajudas financeiras para os que se dedicarem integralmente à Palavra, caso necessitem), a fim de que possamos financiar as viagens e outras iniciativas de supervisão.
6. É meu desejo unificar a visão e a mensagem do Caminho. Portanto, além do "Sem Barganhas com Deus" (que é o nosso livro texto acerca da visão-de-conteúdo), temos que estimular a todos "os do Caminho" a lerem e divulguem o booklet "O Caminho da Graça Para Todos", bem como a leitura diária do site. Além disso, gostaria que cada Estação contribuísse com 5% para um fundo de Divulgação da Palavra; o qual será gerido aqui em Brasília pelo Conselho local da Estação 1. Assim, poderemos ter o programa de televisão do Caminho posto em rede nacional, pois será a partir dele que divulgaremos a Palavra e também as atividades de todas as Estações, conforme a "sabedoria dos filhos das trevas", que tão bem fazem isto (você sabe a quem e a quê me refiro).
7. Cada Estação tem liberdade de se adequar às necessidades locais de natureza circunstancial. Porém, no que tange ao espírito das reuniões, quero que em cada lugar, quem quer que chegue, encontre as mesmas posturas espirituais praticadas por mim aqui na Estação 1. Desse modo, é fundamental que todos "os do Caminho" leiam o site se possível todos os dias, e nele se aprofundem; bem como é fundamental que ouçam (ainda que de modo gravado) as mensagens que são pregadas aos domingos aqui em Brasília e que são transmitidas ao vivo pela Radio do site; e ainda que cada grupo se prepare para receber a vídeo Conferência que acontecerá provavelmente todas as quartas-feiras, e que serão transmitidas diretamente aqui de minha casa em Brasília. Com isto, nem de longe, estou sugerindo que se "repita" o que foi pregado por mim (a menos que o Mentor Local sinta tal desejo no coração), e nem tampouco que se crie qualquer espírito de clonagem, o qual minha alma aborrece, posto que desconstrói o processo de individuação de cada Mentor Local. Porém, é necessário que assim seja apenas porque, enquanto eu viver, tenho de Deus está incumbência no que tange a manutenção do espírito do Evangelho, conforme sei que me foi dado discernir no curso de muitos anos, e em meio a muitas coisas, especialmente nos sofrimentos.
8. É também fundamental que a cada novo Encontro de Estações, mesmo as que sejam criadas regionalmente, havendo meios, que cada Mentor das outras Estações tente estar presente, a fim de que haja comunhão e unidade. Podendo ter suas passagens financiadas pelo grupo local (ou pela própria pessoa, no caso dela ter tal autonomia financeira).
9. É também de capital importância que desenvolvamos o site "Caminho da Graça Para Todos", o qual estará dentro do site www.caiofabio.com No meu site haverá "os conteúdos do Caminho"; e no site do Caminho teremos as informações de todas as Estações, bem como espaço para que os Mentores Locais postem mensagens e informativos semanalmente. Portanto, peço a você que faça um apelo em meu nome a todo e qualquer caminhante com especialidade em tal tecnologia, no sentido de que tenhamos com urgência o site do Caminho no ar.
10. Gostaria também que estabelecêssemos que cada Estação seja um lugar de venda e distribuição de livros, DVDs e CDs do Caminho. Assim, não apenas espalharemos a mensagem pelas localidades, como também poderemos deixar um percentual das vendas para a Estação local, a fim de ajudar no financiamento de todas despesas concernentes a cada grupo e suas atividades.
11. A filosofia espiritual das "Contribuições Financeiras no Caminho" está baseada num livro meu intitulado "Uma Graça Que Poucos Desejam", que em breve estará transcrito e disponível no site para download, sendo o mesmo um estudo do pensamento neotestamentário acerca do assunto.
12. Quanto ao mais, nossa ênfase é que cada um "dos do Caminho" passe a ler o NT a partir de Jesus, conforme está posto no site, no "Sem Barganhas com Deus" e no "O Caminho da Graça Para Todos".
13. Além disso, o Caminho, em suas reuniões, não é apenas um lugar de ensino verbal, mas também de orações por doentes e aflitos em todos os encontros semanais.
14. Também é fundamental que não nos esqueçamos dos mais pobres entre nós e em qualquer lugar. Por isto, estimule a todos "os do Caminho" a levarem sempre alimentos não perecíveis para cada encontro, ou uma vez ao mês, a fim de que se tenha como socorrer aos necessitados.
15. Por último, devemos estimular a cada Mentor de Estação do Caminho a não ser "um gargalo". Por essa razão, todo Mentor deve ser um "explorador de tesouros", sempre atento aos dons de cada um, a fim de que todos os dons tenham sua expressão entre nós.
Tudo o que escrevi acima tem exclusivamente a finalidade de dar trilhos mínimos para a jornada, isso a fim de que ninguém desvirtue "o espírito da caminhada". Do contrário, não valerá a pena.
Coisa boa e nova está começando. E nossa responsabilidade diante de Deus é servir a nossa geração, enquanto estivermos aqui, conforme o espírito do Evangelho que nos alcançou por revelação do Espírito.
Receba todo meu amor e gratidão!
Beije por mim a todos os amados em Jesus, o Cordeiro Eterno e nossa Páscoa de Eterna Libertação.
Nele, que nos pôs no Caminho que só é caminho se acontecer no Caminho que é Ele mesmo,
Caio
Marcelo Quintela - Supervisor Executivo do Movimento "Caminho da Graça"
Comunicação direta: marceloquintela@uol.com.br



