O Encontro no Caminho
sexta-feira, 20 de março de 2009
Postado por Unknown
Consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras.
Não deixemos de nos congregar, como é costume de alguns...
Aos Cristãos Hebreus 10:24-25
O que estou dizendo? Que nada valeu a pena? É claro que não! O que estou dizendo é que o mundo ainda não acabou, e que a cada nova geração os discípulos de Jesus têm, outra vez, a chance de viver o Evangelho assim, simples e puro, leve e livre, dissolvido em sabores sentidos, mas sem sede física de poder e sem qualquer mandão entre nós.
A história não acabou ainda e a luz do mundo pode brilhar no mundo, não como uma ação oficial da igreja, mas como fruto da bondade misericordiosa de cada discípulo que não queira ser um agente especial da igreja, mas apenas um filho do Amor de Deus solto nesta terra e irmanado com todos quantos puder caminhar para melhor ainda servir!
"E não nos reuniremos mais"? É a pergunta angustiada de alguns.
É claro que nos reuniremos sempre! Mas tais encontros não têm por objetivo centralizar as forças, organizar as ações de poder, coordenar a produção dos "frutos" e "divinizar" a visão e a pregação do "método", mas apenas renovar as alegrias da fé e da esperança, fortalecer o amor e devolver as pessoas à vida com a simplicidade do sal e da luz. Ou seja: com sabor e boas obras.
De minha parte, quero apenas ver os discípulos de Jesus crescendo em vida com Deus, em amizade clara e respeito uns para com os outros e em saúde relacional na vida. Gente descomplicada e desviciada de "igreja" e livre dos estilhaços das guerras fratricidas, e, assim, comprometidas com plantar sementes por onde for.
O "ajuntamento" a que chamamos igreja deve ser esse encontro, essa estação, esse lugar de bom ânimo, adoração e ensino. O ideal é que tais encontros gerem amizade, e que pela amizade as pessoas se ajudem; e não apenas em razão de um espírito maçônico-comunitário ou ainda porque se deu alguma contribuição financeira no lugar.
Não. A verdadeira igreja não tem sócios ou associados. Tem apenas gente que se reúne e ajuda a manter tudo aquilo que promove a Palavra na Terra. O que promove o Evangelho deve ser sustentado e mantido com propósito apaixonado, e o que não promove o Evangelho não deve receber nossa energia e atenção.
Portanto, não se trata de um movimento "sacerdotal", intimista e fechado, mas sim de um andar profético, contínuo e aberto, que tem nos alegrado muito, pois, dentre tudo, estamos também reaprendendo a chance de termos amizades não-pagãs entre nós.
Isso porque no meio cristão, em geral, existe a forma de amizade mais pagã possível. As amizades cristãs são pagãs! Como assim? Que forma de amizade é esta? É aquela que ama moralmente. Amar moralmente significa amar enquanto a pessoa se comporta "como a gente", e não necessariamente como GENTE. Se ela for diferente ou se tornar diferente, ou mesmo tiver um comportamento diferente, mesmo que tal coisa seja apenas na área particular e privada, nesse dia tal pessoa perderá todos os seus "amados", pois era amada apenas moralmente.
Para esses, o irmão é o igual e o próximo é aquele que é parecido com eles. Ora, Jesus mandou amar até o inimigo, quanto mais o diferente!
Além disso, Ele disse que amar os que nos amam e tratar bem os que nos tratam bem é apenas um comportamento pagão, posto que seja assim que qualquer pagão, minimamente, trata um ao outro.
Jesus considerou que deveríamos buscar amar e ser amigos do jeito do Pai Celeste, que é bom para com maus e bons, e derrama Graça sobre todos.
Acontece que entre os cristãos, em geral, não se alcança nem mesmo o nível pagão. A sociedade pagã é capaz de aceitar e defender o diferente, mas a igreja não é. E enquanto este "pequeno detalhe" for assim, os cristãos não terão o respeito da humanidade, posto que até os bárbaros os superem no trato de uns para com os outros.
A meu ver, no dia em que prevalecer o modelo do Caminho, conforme Jesus no Evangelho, a vida vai arrebentar em flores e frutos entre nós e no mundo a nossa volta; e as pessoas serão sempre muito mais humanas e sadias.
Mas jamais antes desse dia! E nisto posso dizer que profetizo sobre a certeza das certezas, pois é conforme a Palavra de Jesus.
Porque, se continuar a prevalecer o modelo de "igreja" tal qual aqui tem sido denunciado, jamais se terá nada além do que se teve nesses últimos dois mil anos... Nada diferente disso!
E para isto... para esta coisa, não tenho mais nenhuma energia para doar. Mas para a vida como caminho ofereço meu coração mais jovem do que nunca!
|O Caminho da Graça para Todos|
Que Caminho é esse?
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Postado por Unknown
O "Caminho da Graça" no Brasil é um movimento que existe para anunciar que "Deus estava em Cristo, reconciliando consigo mesmo o mundo, e não imputando aos homens as suas transgressões".
Seu propósito como lugar de reuniões não é viver para sua própria manutenção institucional, mas ser uma Estação de bom ânimo no Caminhar de Fé dos discípulos de Jesus, afim de que recebam Ministração da Palavra de Deus, e ganhem convicção inabalável de que o Amor de Deus permanece Incondicional, que o caminho de volta está aberto, que há perdão disponível, visto que o Pai nos recebe em festa; que se pode ser achado, que se pode reviver para Deus como uma nova criatura; para aí então, ser devolvido a terra e misturado ao mundo, para ser SAL e LUZ! (Marcelo Quintela)
Sendo em Cristo tudo que se É, posto que em Cristo se ESTÁ para sempre!
Não somos um lugar enquanto manifestação física e geográfica do mero ajuntamento de pessoas, e nem, como representação legítima e legal de onde Deus está. Mas, somos um lugar enquanto a simples manifestação existencial do ajuntamento de "gente-boa-de-Deus" que acontece em torno de Jesus, e que entendeu que o "Caminho é o caminho que todos fazem em Cristo no meio da existência. Portanto, esse ajuntamento é apenas uma ESTAÇÃO na jornada do viver", um lugar de bom ânimo e adoração.
E nesse sentido, o "Caminho da Graça", enquanto movimento histórico, é uma IGREJA, posto ser um lugar onde a Graça tem sabor de vida e a vida tem sabor de Graça! Aqui é um lugar de ENCONTRO, onde todos podem ser e estar conforme a verdade em amor!
Nosso único dogma é o Amor!
COMUNICADO MUITO IMPORTANTE: Caminho e Fraternidade no Caminho – Caio
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Postado por Unknown
Queridos amigos na caminhada: Graça e Paz! 1. Caminho no Brasil: Tivemos a ajuda de nosso amado companheiro e cooperador, Marcelo Quintela — que para mim tem sido como um filho —, e que cuidou com todo amor e entrega do trabalho de coordenar as Estações do Caminho da Graça pelo Brasil; período no qual nós saímos de duas Estações e umas poucas iniciativas de grupos, para dezenas de Estações e muitas iniciativas novas; aqui e em outros países. Ora, em razão desse crescimento criamos "Mentorias Regionais", e que agora começam a se subdividir, com grupos aparecendo e muitos novos lugares. Por esta razão, julgamos que seria bom se pudéssemos ter a ajuda do Marcelo na expansão do Caminho da Graça entre as nações. Ora, também pela mesma razão convidamos o irmão Tião, da Estação em Porto Ferreira, São Paulo, para cuidar da coordenação nacional das Estações do Caminho da Graça, enquanto o Marcelo se dedica ao cuidado das manifestações espontâneas que vêm também em grande número de outros países. Assim, quero comunicar em meu nome e de meus cooperadores que aqueles que procuravam o Marcelo Quintela para informações sobre o Caminho no Brasil, que agora contatem o Tião, no endereço que agora transcrevo: Sebastião Camilo Godinho - Av: Jean Gabriel Villin 210, Porto Novo, Porto Ferreira, Sp. Cep, 13660000, 2. Caminho entre as nações: Como disse antes há pedidos de surgimento de grupos ou Estações do Caminho da Graça em muitos países, e nós cremos que o objetivo externo da divulgação da Palavra do Evangelho, é, como mandou Jesus, pregá-la a todas as nações da terra, e tanto mais quanto vejamos que o dia se aproxima. Por esta razão pedi ao Marcelo, que já nos ajudou a estruturarmos o Caminho da Graça no espírito da simplicidade e da leveza, aqui no Brasil, que agora nos ajudasse nesta nova etapa, que é a do anuncio em outros paises [por enquanto entre os que falam português, mas, logo depois, também aos que falem inglês e outras línguas]. Portanto, peço a todos os que me escrevem desejosos de começar ou apenas participar de um grupo ou Estação do Caminho da Graça em seu país ou cidade no exterior, que agora escrevam para o meu amado Marcelo Quintela: marceloquintela@caiofabio.com 3. Fraternidade no Caminho: Conforme está no site em mais de um link (acessível no serviço de Busca), faz alguns meses que propusemos que surgisse a Fraternidade no Caminho, e isto em razão de uma grande quantidade de e-mails que recebo de muita gente boa de Deus; que andam na simplicidade do Evangelho; que se identificam com o que temos ensinado pela Palavra; e que sentem que ainda têm da parte de Deus um espaço de esperança para o anuncio do Evangelho em muitas igrejas dentro e fora do país. Ora, esses amigos amados estão sempre a sugerir que se crie uma fraternidade, algo para além do "Caminho da Graça" como movimento humano e histórico, na qual [na Fraternidade] todos os que sentem identidade com o que neste site se torna explicito como confissão do Evangelho e suas implicações, pudessem e possam se encontrar para o simples prazer da comunhão; através de Fóruns na Internet, do Blog da Fraternidade, e de encontros presenciais nas diversas cidades do Brasil, e, depois, fora do país. Como eu havia lançado publicamente a proposta — e muitos a ela já responderam escrevendo para o amado Chico, nosso amigo e colaborador aqui em Brasília, inscrevendo-se para a continuidade do processo —, era natural esperar que eu mesmo dirigisse essa iniciativa, e isto em razão de anos e anos de tecer de muitas amizades entre os cristãos como um todo. No entanto, orando, creio ter tido a orientação de ajudar em tudo, mas não estar eu mesmo à frente do processo. Quero ser parte. Desejo ajudar, divulgar, promover e participar, mas não quero presidir. Desse modo, pedi ao Carlos Bregantim para presidir e mentorar o processo, tendo o Marcelo Quintela ajudando-o assim como me ajudou no estabelecimento do Caminho da Graça no Brasil. Assim temos o Carlos Bregantim mentorando a Fraternidade no Caminho, com a cooperação da mentoria de gestão e coordenação do Marcelo Quintela. Portanto, os que desejem informação sobre a Fraternidade no Caminho escrevam para carlosbregabtim@caiofabio.com ou para marceloquintela@caiofabio.com Eles estão preparados para receber sua carta agora mesmo. Quero aqui agradecer especialmente ao Marcelo pelo carinho, amor e diligencia com o qual se deu a ajudar os que procuraram conselhos e informações sobre como proceder para iniciarem uma Estação ou grupo do Caminho da Graça; e não apenas isto, pois, entregou-se também ao cuidado pessoal de muitos desses amados amigos e irmãos na esperança. Muito obrigado de coração Marcelo! E agora vamos adiante, pois os desafios são do tamanho do mundo.
Caminhando na busca de manter a pureza e simplicidade devida a Jesus — Reafirmamos nosso desejo de andarmos em honra e reverencia uns aos outros, buscando servir conforme a manifestação do dom do Espírito concedida a cada um de nós, e sempre almejando as diversas expressões de dons e serviços voluntários à causa simples e revolucionária do Evangelho ao qual servimos e pelo qual vivemos, e que se consuma na prática do amor mútuo e do amor decisão até junto aos inimigos —, chegamos a um ponto da caminha comum da divulgação da Palavra, no qual expansões estão sendo necessárias e renovações para o crescimento se tornam importantes, para que tudo seja feito sem peso e sempre com muita alegria.
Assim, comunico as mudanças que estão acontecendo no Caminho da Graça e na Fraternidade no Caminho, a fim de facilitarmos as coisas e melhor servirmos aos que nos buscam em razão da Palavra:
tel. 019 35857046 - Casa e escritório: Cel. 019 91775830. Além disso, basta escrever para tiao@caiofabio.com O Marcelo continuará a ajudar o Tião nessa passagem, pois, entre nós, ninguém deve fazer qualquer coisa que já não pavimente o caminho do próximo.
Sei que todos serão muito bem atendidos e que terão o melhor acompanhamento.
Peço que nos ajudem a fazer essas informações circularem, e peço de coração que dêem a esses amigos [Tião, Marcelo e Carlos] o tratamento de carinho, respeito e amor que me têm dado, e eu pessoalmente ficarei muito contente e feliz.
Nele, que nos deu homens como dons da Graça,
Caio
28/01/08
Lago Norte
Brasília
DF
Brasil
As reuniões do Caminho são... para todos?
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Postado por Unknown
----- Original Message -----
To: Marcelo Sent: Tuesday, March 21, 2006 2:14 PM
Subject: duvidas
Caro companheiro,
Estamos com algumas dúvidas com relação ao início do Caminho por aqui, pois tem muita gente fazendo contato para participar das reuniões. Queremos saber como trataremos destas questões? Como foi o surgimento do Caminho da Graça aí em Santos? Vocês abriram as reuniões PARA TODOS? Como foi? Sobre o que tratavam nas reuniões iniciais?
Abraços.
Belo Horizonte - MG
*******
Olá, meu amigo,
Que bom que as pessoas estão fazendo contato. Você verá que as próprias pedras clamarão!
Quanto às dúvidas que você levantou, quero te dizer o seguinte, sendo bem objetivo: Seja o mais simples e espontâneo possível. Tudo informal, tudo para todos. Tudo acerca do Evangelho e não de mais uma metodologia de aplicação eclesiástica. Não fique pregando acerca do modus faciendi da coisa toda.
Pregue o Evangelho de Jesus Cristo, e Este crucificado - Escandâlo até para os cristãos!
As pessoas já estão cansadas de ouvir acerca de novas fórmulas, métodos, visões, visões, visões... Argh! me dá até naúseas!
Portanto, se você não fizer reunião administrativa, todos e qualquer um poderão participar. Reuniões de organização civil ou de ordem estatutária (que com o tempo, serão necessárias) são para um grupo selecionados de irmãos envolvidos profundamente na história toda de abrir uma Estação, mas não necessariamente seus "pioneiros".
Mas, reuniões públicas são públicas! Podem vir não-crentes, crentes, tradicionais, pentecostais, pastores, presbíteros, diáconos, bispos, apóstolos, cardeais... Basta ser gente!
E no Caminho vai ser tratado como gente. Ninguém é a rainha Elizabeth no Caminho da Graça!
Não tem rico, nem pobre, nem culto, nem bronco, nem homem e nem mulher... Cristo é tudo em todos!
Aqui em Santos, nós começamos nas casas (CAMINHO COM-VIVÊNCIA) e simultaneamente, alugamos um auditório todo domingo, no qual fazemos uma Reunião (alguma música, pregação do Evangelho, testemunho, contribuição; e uma vez por mês, nós ceiamos com alegria e singeleza).
Não é exatamente o modo que é novo, e sim o espírito!
Nas primeiras reuniões, eu explicava que o Caminho não é uma igreja - no sentido da cultura evangélica - e nem pretende ser. É um movimento de consciência e conversão a Graça de Deus em Cristo (e nesse aspecto, temos visto a ação do Espírito nos corações e mentes).
Avisei, então, que todos poderiam vir e ninguém precisava sair de suas comunidades religiosas originais. Lógico que a maioria, assim que passa a frequentar o Caminho e ver que existe MESMO uma diferença - que não é propriamente de formato dependendo da experiência litúrgica de quem chega; mas que é de mensagem e de relacionamento - começa, então, também a frequentar mais assiduamente, porque lhes faz bem!
Depois que se conhece a abundância de Vida em Cristo, a maioria simplesmente não quer parar o processo de aprendizado e fortalecimento da fé.
É lógico também que, dependendo do circuito evangélico que a pessoa está ligada, os "porteiros da igreja" não vão deixar barato, e os que freqüentam o Caminho, serão chamados por sua liderança, e terão que se arrepender de ter feito isso... ("a vontade de Deus não sei o quê, a vontade de Deus não sei o que lá..."). Se o membro insistir, será convocado a escolher onde quer ficar. Com muita sorte, saíra "abençoado", se for o caso!
E quanto a nós? Como tratamos essas questões?
Ora, eu não fico perguntando quem é e quem não é; quem está e quem não está! Deixo vir e ir, conforme cada um.
Vem gente que quer conhecer e saber do que se trata, vem gente aflita, vem gente pelo site, vem gente que gosta de Jesus, mas está cansada da igreja que condena, que julga, que manda para o inferno, que patrulha. Vem gente enviada para xeretar e dar relatório lá na igreja (espiões), vem gente desconfiada, vem gente que sempre vem, mas nunca diz para que veio - E eu não digo nada! Não sou investigador. Vinde! Todos vós!
É uma Estação - não é um clube, não é uma maçonaria evangélica, não é um Rotary da Graça. Ninguém é membro e todos são, se forem membros do Corpo de Cristo! Pode vir, entrar, sair e encontrar pastagens. Entendeu?
Penso que para liderar o Caminho ninguém pode ter espírito de xerife. Se o teu chamado é pastoral... Você é pastor, não delegado! E a Estação se chama Estação porque é uma Estação, e não uma Presídio de Segurança Máxima, com o caso da maioria das instituições evangélicas de "regime fechado" (voltadas para dentro).
"Estação" não é um termo bíblico e nem vai virar, mas aloja como ilustração a realidade da EKKLESIA no contexto neo-testamentário, que é a Assembléia dos Chamados PARA FORA!
Mas quando digo que a "igreja" é um presídio, não duvidem. Isso fica evidente justamente quando o cidadão resolve sair de lá. Então, se dá falta dele na frequência, é lembrado pela liderança, e caçado, perseguido e mal falado no caso de ter encontrado melhor pastagem! Mas, isso só em 99,99% dos casos. E quem ficar bravo com essa constatação é porque é cego ou dono da carapuça!
O mentor de uma Estação não pode andar desconfiado das intenções alheias, não pode pedir investigações neuróticas. Não pode ficar em suspeição com a traição "denominacional" de alguém. Isso é maluquice mafiosa e não procede do Evangelho, todavia compõe aquela parte da lista de obras da carne de Gálatas 5, para a qual a "igreja" não dá a mínima.
Portanto, deixa isso para o pessoal que gosta de fazer isso. Tem um pessoal que tem tara de conquistar o membro da igreja alheia: "Consegui, háhá! Tirei o cara da igreja daquele meu colega que é metido só porque tem a maior igreja da cidade! háhá! Eu invejo, mas conquisto! Aleluia!" Aí o bobão inseguro pensa que virou mais homem em cima do outro. Até se acha, por alguns segundos, mais espiritual, mais poderoso, mais pastor. Tudo coisa de criança, que sempre quer o brinquedo que está na mão do coleguinha."
Entendeu como os caras pensam? É triste mas é assim.
E o que me desaponta profundamente é que eles perderam a capacidade de se arrepender dessas manias. Podem até pregar diferente, mas na hora do "vamos ver" é assim que é, sempre! Mas, vocês... Vocês estão fora do circo!
"Tu, porém, cuida de ti mesmo e da sã doutrina".
E deixa essas tolices para quem virou pastor só para matar a vontade de ser dono do outro, dono da Obra, dono da Vinha, dono das almas.
E qual é o compromisso que se tem com o Caminho da Graça? O compromisso pessoal com a Estação tem a ver com a consciência voluntária de manutenção e suprimento das necessidades coletivas do trabalho. O que não for espontâneo, alegre e fruto de gratidão e amor não interessa para Deus e nem interessa para o Caminho.
Portanto, apele às consciências, conclame à generosidade, exponha as necessidades, peça ajuda sincera; só não faça terrorismos, não trate ninguém como criança, não faça "ameças bíblicas", não chame a tesouraria de "casa do tesouro", porque vocês não são o Estado de Israel e nem o dízimo é um imposto nacional de tributação obrigatória, como no templo de Jerusalém e na igreja evangélica, que diz que namora com Jesus, mas vai todo dia para cama com Moíses, em flagrante adultério contra o Noivo e a Nova Aliança!
Que todos aprendam a dar ofertas e dízimos, mas como Abraão diante de Melquisedeque - cheio de gratidão e reverência e sem barganhas a fazer!
Diferente do meu costume, estou publicando essa e outras cartas no site para, através delas, tirar dúvidas de um monte de outros irmãos, segundo os emails que recebo.
Um abraço a todos os irmãos de BH, que inauguram a Estação nessa semana!
Na mesma Graça,
Marcelo
marceloquintela@caiofabio.com
Um caminho feito de gente: identificação!
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Postado por Unknown
----- Original Message -----
From: UM CAMINHO FEITO DE GENTE: identificação!
To: contato@caiofabio.com
Sent: Monday, March 27, 2006 6:48 PM
Subject: Identificação no Caminho
Graça e paz, pr. Caio,
Depois que descobri seu site, não consigo mais ficar sem ler todos os dias suas mensagens e respostas de cartas que ajudam nas minhas questões pessoais, e ainda ajudam a gente (a quem lê) se humanizar e se ver semelhante a todo ser humano.
Felizmente estou longe da idolatria que "pega" muita gente quando se apega a alguém que lhe faz cafuné na alma.
Como tem ovelha satisfazendo ego de pastor por aí!
Que Deus o livre!
Oro para que o sr. continue sendo pastor de almas. Senti-me encorajada a escrever-lhe, depois de muita relutância, ao perceber a ternura com que atende as pessoas que visivelmente estão machucadas, clamando por socorro, entre as setas inflamadas do inimigo invisível e o chicote da culpa assumida que, visivelmente, atormenta as consciências, por não faltarem acusadores (até mesmo a própria consciência).
Ouso aqui expressar meus sentimentos, que tive depois do encontro das Estações em Brasília; sentimentos aos quais chamo de "Identificação":
Mesmo que quando somos quebrados e feitos de novo, continuamos de barro e todos da mesma argila (Já vi algo seu escrito nesse sentido). Assim, de Força em Força, de Fé em Fé, de Fraqueza em Fraqueza, nos identificamos.
Acredito que o sr. já se identificou com Jó, com Jonas, Jeremias, João... Jesus. E ainda, com Pedro, Paulo e com tantos outros Pescadores, Pregadores e Pecadores...! (as consoantes iniciais são meras coincidências, rsrsrs).
O Caminho da Graça parece um sonho meu que Deus está realizando com homens valentes e destemidos como vi aí em Brasília.
Não me sinto tão mal, porque vejo tantas pessoas que, como eu, estão cheias de dúvidas e inseguranças...; mas tudo o que eu desejaria era re-começar... Como Lutero, que se retornassem à Palavra...
Vejo o Caminho da Graça acolhedor das gentes que, sem perder a identidade, perderam-se no in-conformismo que gera dor e sofrimento. O Caminho é como o rio que se renova a cada movimento, a cada ação do vento. E o vento sopra aonde quer. No Caminho nunca se está sozinho. No caminho de Emaús os dois discípulos desolados caminhavam solitários até que Jesus lhes fez companhia. Com Ele algo novo acontece, brota um ardor de alegria no coração, gera uma nova disposição que faz ir em direção aos outros semelhantes nas diferenças. No Caminho vão todos à mesma direção, incluem-se e se solidarizam. Não há espaço para partidos e facções, pois, todos têm o mesmo espírito, uma só fé, um só Senhor.
Esse é o ponto diferencial, ideal ou real?
Porque não é a pregação que está de todo errada na igreja, mas é a prática do que se prega.
O amor sofre o processo de esfriamento a partir do púlpito que, paradoxalmente, como cera derretida, a gota cai congelada.
Já não é a ovelha desgarrada que bale sozinha, mas as ovelhas encurraladas gemem de solidão na indiferença, na falta de comu-nhão . As ovelhas precisam encontrar águas tranqüilas no Caminho e pastagens verdes porque estão morrendo de inanição.
Que a Palavra de Deus, pela sua instrumentalidade, inteligência e ousadia, seja cada vez mais o alimento vital de muitas almas famintas e carentes. Esta é a minha oração.
Já lhe mandei um poema, não sei se o sr. viu. Vou ficar muito feliz se receber pelo menos uma palavra sua de que viu esta carta. Abraços ao sr. e Adriana.
Que Deus os sustente e guarde.
Com muito amor,
Antônia
_______________________________________________________
Minha querida Antônia: Graça, Paz e Alegria no Espírito Santo!
Sim, já houve tempo em que o problema na "igreja" era 'apenas' o de que o discurso de "amor cristão" não combinava com a prática eclesiástica. Entretanto, esse tempo passou para cerca de 97% das "igrejas"do Brasil já faz tempo.
Hoje nem o discurso hipócrita de amor cristão existe mais. A coisa toda virou guerra, conquista, poder, domínio, espírito de controle e dominação explícitos; e muitas outras perversãoes, que vão da mensagem (a qual anda moribinda na boca da "igreja") à toda sorte de manifestações pagãs. O que transforma a "igreja", como ela se tornou hoje, em algo tão ou mais pagão do que o que havia nos dias de Lutero, conforme sua alusão.
O que nós temos hoje tem na "igreja universal" o motor de algo que carrega, em maior o menor medida, o mesmo "espírito". Sim, ainda em 1994 eu vi que a "igreja", na prática, havia escolhido o modelo pagão da "universal", abandonando de vez qualquer sonho que pudesse ser dignamente evangélico em relação a ser relativo ao Evangelho.
Daquele tempo em diante minha angustia pessoal era descobrir como sair "daquilo". Sim, de fato e de verdade, eu não queria mais ser parte daquilo de modo algum, mas não sabia o quê e nem como fazer.
Hoje seu sei que tudo o que aconteceu (conquanto seja responsabilidade minha em tudo quanto me disse respeito), teve a mão poderosa de Deus. Sim, hoje eu sei que "aquele mal veio da parte do Senhor".
As dezenas de sonhos-visões que Deus me deu entre 1997 e 2000, todos falavam do mesmo tema, e estavam carregados da mesma mensagem: "Esse mal vem da parte do Senhor".
O difícil no meio da confusão ainda em curso era saber que bem pode estar oculto em tal mal que vinha do Senhor!
Entretanto, o tempo, o vento, o sopro, o toque, o balançar, o mover, o agir sutil e poderoso de Deus, vai trabalhando em todas as coisas; e, sem que se perceba, Ele mesmo começa a chamar à existência coisas que a gente já nem crê mais que ainda possam ser possíveis.
Desde jovem que minha atenção foi chamada para a expressão "os do Caminho", referindo-se ao discípulos; e "este Caminho", referindo-se ao Evangelho; as quais acontecem no livro dos Atos dos Apóstolos; quase sempre em alusão a algo referente a Paulo.
Todavia, depois de um tempo, gradualmente, em minha mente foi se formando a idéia de que o termo "igreja" perdera seu significado original, e, pelo uso milenarmente pervertido, a expressão já não era mais útil para designar a jornada individual e comunitária dos discipulos de Jesus.
De fato, a idéia de "igreja" ficou tão possessa de outros significados que usar o termo fala da antítese do que se desejaria expressar, conforme o Evangelho.
Jesus, entretanto, só falou em 'igreja' duas vezes; tendo, todavia, falado da fé como algo que se manifestava no discipulado, como indivíduo, e nos discípulos, como ajuntamento andante, dezenas de vezes.
Assim, a ênfase existêncial de Jesus no discípulo é algo que diz muito acerca do que é importante e saudável. Além disso, a descrição que Pedro faz de Jesus, em Atos, quando diz que Ele "andava fazendo o bem por toda parte", mostra a total despreocupação de Jesus com qualquer outra coisa que não fosse, antes de tudo, fazer o bem em toda parte.
É por esta razão que não o vemos "montando" ou "articulando" uma "igreja" em lugar algum. Ao contrário, conquanto Ele fale em "edificar a sua Igreja", ao mesmo tempo, Ele parece não fazer nenhum esforço semelhante aos nossos, no sentido de "edificar" uma "igreja" do mesmo modo como há muito se crê e se imagina que seja o "interesse de Deus".
Jesus não plantou igreja em nenhum chão que não fosse o do coração das pessoas!
Não há Nele nenhuma manifestação de posse geográfica sobre qualquer novo ser que lhe cruze o caminho.
Sim, Ele cura, liberta, perdoa, acalenta, exorta, acolhe, etc...; porém, em momento algum Ele diz qualquer coisa ao novo "convertido" que seja do tipo: "Fique aqui ou você se perderá!"
Muito pelo contrário, o tempo todo o movimento que Ele propõe é outro. Quase nunca é um "fica"; mas quase sempre é um "vai". E quem "fica", fica apenas para ser ensinado a "ir", enquanto vai...
E a ordem Dele é "indo façam discípulos..."; o que sugere movimento, andança, semeadura, cuidado, e multiplicação de novas consciências segundo o Evangelho; tudo, entretanto, acontecendo enquanto se vai...; ou seja: no caminho.
Pessoalmente eu creio que boa parte da doença da "igreja" vem desse "ficar", o qual forma grupos e partidos, e estabelece um relacionamento clubesco e viciado; visto que a ordem foi invertida, pois os chamados para fora, ficarem presos confortavelmente do lado de dentro; e pior: crendo que somente do lado-geográfico-de-dentro é que residem todas as coisas de Deus.
Portanto, nesse caso, a "igreja" se vê como "despenseira" da graça de Deus não como quem dá, mas como quem "guarda" e se sente "dona" dos bens de Deus.
O que vai acontecer conosco? Sim, andando como quem busca andar como gento "do Caminho". Sinceramente eu não sei como será, embora saiba o que seja. O que sei é que não tenho nenhum medo de andar conforme a minha consciência do Evangelho na presença de todos os homens.
Não me envergonho do Evangelho; e isto nada tem a ver com ser ou não "evangélico".
No meu caso, a fim de poder dar testemunho para os "evangélicos", tendo sido um deles por muitos anos, e entre todos, um dos mais ouvidos, aprouve a Deus me derrubar aos olhos deles, fazer-me provar os juízos, as afrontas, os desrespeitos, e tudo o mais que da maioria dos "líderes" evangélicos me veio; bem como, a indiferença que "desconhece" você quando sua presença se faz sentir, a qual me foi manifesta por muitos irmãos e dantes amigos — tudo isto para me libertar de tais muralhas; e, de fato, me dar a chance maravilhosa de pregar as insondáveis requizas de Cristo "fora dos portões" da Cidade Amuralhada na qual a "igreja" se tornou.
Assim, o que era trágico se me afigurou, posteriormente, um ato soberano e libertador de Deus; salvando-me de viver o resto da vida com aquele grito sufocado na alma; grito esse que, por mais que eu o expressasse, ainda assim me parecia insuficiente, posto que eu falava "de dentro", como quem validava algo que minha própria alma abominava.
Estou dizendo tudo isto para concluir afirmando o seguinte:
No que me diz respeito jamais faria viagem tão dolorosa para buscar repetir justamente aquilo que minha alma sente e vê como perversão do Evangelho!
Assim, levados pelo vento e andando sem saber para onde estamos indo, mas apenas e suficientemente com Quem estamos aindo, prossigamos sem temor!
Nele, que é o Caminho, e o Senhor de todos "os do Caminho",
Caio
A todos os que querem uma Estação do Caminho...
Postado por Unknown
----- Original Message -----
From: A TODOS OS QUE QUEREM UMA ESTAÇÃO DO CAMINHO...
To: contato@caiofabio.com
Sent: Monday, September 19, 2005 2:59 PM
Subject: O desabafo de uma alma!
Amado amigo Caio,
Me desculpe chamá-lo assim, sendo que ainda não o conheço pessoalmente, mas é assim que sinto você!
Graça é apenas o que peço ao Pai sobre sua vida! Que você esteja bem... e do mesmo modo toda sua família!
Já há algum tempo tenho lhe escrito a respeito do desejo de ter entre nós uma "Estação do Caminho". Falei da minha decepção com a igreja e com o ministério, pelo menos na forma como hoje são concebidos. Trocamos algumas palavras... e você - sempre muito atencioso - sugeriu que iniciássemos algo aqui.
Caio, tenho buscado crescer no conhecimento da Graça, e isto de forma existencial e vivencial. A cada dia busco compreender melhor a dinâmica desta Graça em minha vida, e na vida daqueles que estão comigo... Confesso que fazendo isso... me vejo numa situação existencial onde "já não sou mais eu quem vive, mas Cristo vive em mim". E é este fato-existencial que às vezes me deixa angustiado. Sei que "sou Nele algo que ainda não vejo em mim"! É esta tensão de ver que em minha vida ainda reside tanta coisa errada... que me deixa louco.
Sabe?! (choro...) Tudo isto me faz sentir "desqualificado" como pastor (não vejo que ser pastor seja ocupar um cargo - abomino o clericalismo evangélico-farisaico), e também como pessoa capaz de falar algo sobre a vivência da fé.
Me sinto um homem fraco, com muitas falhas... um não-merecedor de estar numa posição que muitos me colocam, ou desejariam que eu estivesse.
Falo isso, pois algumas pessoas sempre me pedem para as orientar..., pastorear..., pregar..., ensinar... Mas na verdade, sinto que sou eu quem precisa de orientação e pastoreio.
Não sei se consegui exprimir de forma clara a situação de minha alma... Estou em luta comigo mesmo!
Bom... nesses dias passados tenho acompanhado o site, e me senti indignado com as coisas que li. Meu Deus! Onde vamos parar com toda essa loucura! Caio, o que andam fazendo com a Boa Palavra?! (ahh... fiquei sabendo que este insano Nabucoterranova estará pregando numa conferência aqui em BH. Fico imaginando que loucuras serão propagadas por aqui).
Sabe irmão?! Louvo a Deus por tua vida e por este site... pois ele tem sido um porto seguro para muitos irmãos e irmãs que já andam desesperançados com a igreja - "sou um dentre estes muitos". Na verdade, chutei o balde... o pau da barraca... e tudo aquilo que expresse a mediocridade desta fé chamada "evangélica". Já não quero ser evangélico! É feio! É triste!...
Diante de tudo isso... estou perdido, amigo!
Não sei como fazer o que deve ser feito. Não sei para onde ir. Não sei com quem estar... Apenas sinto que algo tenho a fazer... mas não sei como, e nem me sinto a altura. Andam fazendo muita loucura em nome de Deus... e com isso, são muitas as pessoas que andam doentes e sem saber o que fazer. São ovelhas que andam sem aprisco e pastor.
Amigo Caio, Jeremias é meu profeta preferido. Um homem de carne-e-osso-cheio-de-Deus! Me identifico existencialmente com Jeremias em muitos sentidos. Vejo que o tempo de hoje é similar à situação vivencial de Jeremias.
Um povo – amado-de-Deus – que se afastou da Graça revelada na Aliança e que assim, andou pelos caminhos tortuosos da "des-graça". Jeremias foi boca de Deus em meio a pessoas que já não desejavam mais ouvir falar da Boa Palavra. Ele foi um homem que sofreu com isso... posto que sabia aquilo que Deus iria fazer, e sabia daquilo que ele, como profeta, deveria fazer. É assim que me sinto!
Me ajude...!
Fico no aguardo!
Um beijo carinhoso!
Francisco Pacheco.
"Agnus Dei qui tollis peccata mundi"
__________________________________________________________
Resposta:
Meu amigo querido: Graça e Paz!
Primeiro sobre a "tensão" de já ser, e, ainda não; devo dizer que é nesse paradoxo que a fé avança. Sim, perfeito em Cristo que são em si mesmos ainda imperfeitos. E é nessa tensão que viveremos até que este "corpo de morte seja absorvido pela imortalidade".
Mas o problema não é esse. De fato é nessa tensão, nesse paradoxo, que a fé pode ser fé; crescendo em graça, com humildade; e sempre se gloriando nas fraquezas, pois, quando se é fraco é que se é forte.
O problema é que você já entendeu a "doutrina da graça", mas ainda não desistiu de suas "justiças próprias", as quais, em sua carta, se expressaram em coisas como: "não me sinto qualificado para ser pastor..."; "não me vejo merecedor de estar na posição que me colocaram..."; e outras filigranas do gênero.
Assim, o que vejo daqui, é um homem que já sabe o que não é vida com Jesus; já sabe o que é a promessa da fé conforme a Graça; mas que ainda sente emocionalmente as coisas com as categorias de "um Jesus segundo a carne"; e de um Jesus segundo as importâncias da religião. Sim, é um sentir. E renitente é esse sentir. Depois falarei mais dele.
Você disse que odeia o clericalismo, ao mesmo tempo em que busca uma qualificação especial para ser "pastor". Digo pastor com aspas porque pastor sem aspas não é uma posição, nem é algo para o que as pessoas possam nos alçar; mas sim, é um dom do Espírito, o qual não é um título, sendo antes um modo de ver, sentir, discernir, amar, cuidar e se dar ao próximo. Quem quer que tenha tal alma, esse é pastor.
Assim, meu irmão, você ainda está lotado do clericalismo, pode até não ser do tipo "evangélico", mas é ainda clericalismo.
E é aí que a coisa do Caminho da Graça pega. Digo isto porque no Caminho tem-se um mínimo necessário de organização, buscamos o máximo de organicidade, não temos hierarquias espirituais, ninguém é maior por tempo de casa, nem por ordem de chegada, e nem por qualquer outra razão.
Lá também só é pastor quem é pastor. Estimula-se a pratica do dom do Espírito que há em cada um. Há uma liderança, mas apenas para fins funcionais. Todavia, qualquer um pode ser chamado para qualquer coisa, de acordo com seu dom.
Portanto, no Caminho não há uma qualificação especial para pastor, visto que ser pastor já é a qualificação. Quanto ao que Paulo diz acerca dos líderes, a ênfase é em lucidez, sensatez e sobriedade. E, para aqueles que ministram a Palavra publicamente, que sejam aptos para ensinar. Esses, todavia, devem ser alvos espirituais de cada discípulo de Jesus, e não apenas que aparecem publicamente.
Então, meu irmão, essa tensão está assim tão tensa em você, apenas porque você ainda não desistiu por completo de seu pedigree-de-justiça-própria-pastoral, embora, em sua mente, isto já esteja resolvido. As emoções, porém, andam sempre meio devagar.
Faça de seu "Agnus Dei qui tollis peccata mundi" uma realidade existencial para você; pois, de fato, Ele tira o pecado do mundo. O verbo tirar no texto original significa um ato contínuo; ou seja: Ele tirou, tira e tirará. Portanto, descanse nessa certeza em fé.
Esta é a sua qualificação!
Sobre Jeremias, que bom! Sim, porque Jeremias podia ser depressivo, porém, em sua justificada depressividade—afinal, ele via o presente caótico e o futuro catastrófico—, ele era um ser pró-ativo; e que mesmo gemendo, não deixava de fazer exatamente o que Deus lhe mandava fazer. Além disso, ele era um profeta das coisas simples que carregavam grandes significados. Em Jeremias a dor é justificada, e, além disso, nunca o paralisa; pelo contrário, o põe sempre em ação.
Quanto a uma Estação do Caminho da Graça aí em sua cidade, quero dizer a você e todos os que lerem esta carta, e que sintam o mesmo desejo que você, o seguinte:
Há quase uma centena de solicitações para que comecemos Estações do Caminho em vários lugares do Brasil. Além disso, já há centenas de pequenos grupos de pessoas se reunindo em torno das questões propostas pelo site. Portanto, diante disso tudo, decidimos realizar em Brasília um encontro para todos esses que estejam interessados; os quais, além de desejo, devem também já estar em ação relacional com outros irmãos.
Em novembro teremos um encontro para todos os que desejam ver uma Estação do Caminho em suas cidades!
E como eu não estarei presente a não ser em Brasília e Manaus, teremos um sistema de vídeo conferencia ajudando a manter a unidade de consciência em todas as Estações que forem abertas.
Além disso, há muitos em outros países desejando a mesma coisa — comunidades de Brasileiros nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha e em Portugal, onde a maioria dos interessados são portugueses.
Desse modo, se você deseja se envolver com a caminhada no Caminho da Graça, prepare-se para vir ao encontro de novembro.
Em mais uma semana as informações estarão no site. Aguarde.
Concluindo, eu lhe digo: tome a decisão de descansar mesmo, de não se ver como um sacerdote da religião, de não aceitar o engano de que o título de pastor é que faz um pastor, e de buscar uma qualificação "especial"; posto que na Graça o especial de vida é que deve ser o comum para todos: Cristo tira o pecado do mundo.
Há uma coisa que deveria ser pejorativamente chamada de "espírito de pastor", e essa tal coisa é uma casta psicológica difícil de deixar a gente.
O fato é que há muita gente "possessa desse espírito", o qual tira da pessoa a possibilidade de ser ela mesma, fazendo dela um clone psicológico de um modo de sentir completamente artificial, e sem espontaneidade humana com os outros e com a própria pessoa.
Leia no site os textos "TO BE OR NOT TO BE": NÃO É A QUESTÃO!; e também "POR QUÊ SERÁ QUE VOCÊ CONFESSA A JESUS E CONTINUA SEM DEUS?"
Receba meu carinho, e minha esperança de que caminhemos juntos no Caminho da Graça, seja na vivencia de uma Estação do Caminho, seja na espontaneidade da vida, tome ela os contornos que tornar, desde que sejam em Cristo.
Nele, Que é o Caminho, a Verdade e a Vida, e em Quem "Caminho" é apenas o nome da jornada de fé,
Caio
___________________________________________________________
----- Original Message -----
From: To: Caio Fabio Sent: Thursday, September 22, 2005 2:00 PM
Subject: Uma resposta...
Querido amigo, Caio: Graça e paz!
Muito obrigado pela resposta!
Tuas palavras me fizeram refletir.
Li e reli o texto buscando compreender o "espírito" do que você expressou.
Você me fez perceber aqueles "detalhes insignificantes" que eu jamais enxergaria em minha vida.
Acho que me acostumei com as sombras das coisas (como no Mito da Caverna), e assim, não me esforçava mais para ver que "as sombras não eram as próprias coisas".
Hoje, com a tua ajuda, posso afirmar que consigo contemplar "melhor" a própria realidade da minha vida-vocação.
Na carta que te escrevi, afirmo: "abomino o clericalismo evangélico-farisaico". Isto é de fato uma verdade... Mas você me respondeu: "você ainda está lotado do clericalismo".
Num primeiro momento fiquei chateado com sua colocação, pois não me enxergava assim. Me senti confrontado... E confesso que doeu muito. Foi como ser tocado numa ferida escondida – camuflada para que ninguém a percebesse. Mas logo depois, cai na real.
É isso mesmo! Estou lotado do clericalismo, e não percebia! Me acostumei a ver "as sombras projetadas no fundo da caverna", e a achar que as mesmas, representavam a única realidade possível. Oh, meu amigo... como é duro perceber que estamos lotados deste "espírito de pastor" – desta casta terrível que nos aprisiona. É... o título não é nada! Foi ele que me ofuscou a visão, e assim, não conseguia reconhecer o que "eu realmente sou-sendo".
Hoje, passei a entender que é preciso cultivar a consciência de ser "um ser-desnecessário" (como diz Eugene Peterson em seu livro "O pastor desnecessário"), pois somente assim me verei livre da presunção do ter "pedigree-de-justiça-própria-pastoral". Foi a jactância deste pedigree – como você mesmo afirmou – que me fez ver "as coisas com as categorias de 'um Jesus segundo a carne'; e de um Jesus segundo as importâncias da religião".
Diante disso, apenas posso dizer: Muito obrigado, meu amigo!
Agora, quero apenas "descansar em fé, na certeza de que Nele, sou-serei aquilo que Ele, na eternidade, designou". E está minha certeza, se transforma em "fé grata"!
Ontem, quando voltava do trabalho – ali de pé, no metrô –, relembrei uma das aulas que dei no seminário.
A temática da aula foi: "Transcendendo o clericalismo".
Poxa! Por um momento me senti um hipócrita por falar de coisas que ainda não vivia em consciência existencial.
Sempre ensinei que ser igreja na essência, é ser um lugar-existencial onde não há leigos nem clero, há apenas laos – o povo de Deus. Visto que em Cristo somos uma "geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus", comissionados para anunciar "as Boas Novas". Sendo assim, a igreja não tem ministros especializados-qualificados para o ministério; posto que a igreja "é o ministério, o ministério de Deus; e ela não tem uma missão; ela é uma missão". São estas mesmas palavras, que hoje, retornam para mim tendo um profundo sentido profético-existencial. E é diante delas, e de tudo o que você escreveu, que me vejo conclamado a, perante Deus, rejeitar este "pedigree pastoral" para apenas "ser-sendo", em fé, conforme acontecem os desdobramentos vida no Caminho.
Bom... e sobre a "Estação do Caminho" estarei me preparando para este encontro. Até lá, seguirei bebendo deste poço-site!
Um grande abraço de um homem que você ajudou a se ver melhor! Que assim seja!
Nele, que ilumina a todo ser a fim de revelar o verdadeiro sentido da vida e das coisas!
Francisco Pacheco.
"Agnus Dei qui tollis peccata mundi"
_________________________________
Meu querido amigo: Graça e Paz!
As palavras ditas com amor, por vezes parecem ferir; elas, porém, já trazem com elas mesmas a própria cura.
Por isto, mesmo sabendo que você talvez se assustasse "na chagada", não tive nenhum temor quanto a dizer o que disse.
Eu era apenas um menino amante de Jesus. Pregava em toda parte. Não queria ser pastor e nem ordenado. Desejava apenas pregar, e pregava. Pregava na televisão, na rádio, nas esquinas, nas escolas, nas praças, nos teatros, nos estádios, e de casa em casa. Eu tinha apenas 18 anos e meio. Aos 21 me ordenaram, sem que eu aceitasse as imposições da denominação para ordenar ministros. Então, logo começaram a me chamar de "Reverendo". Aquele garoto livre, agora, de súbito, da noite para o dia, era o "Reverendo Caio". Aí o tratamento passa a mudar.
O melhor lugar na casa, na mesa, na sala, no salão, no aniversário, no funeral, nas festas de casamento, nas bodas, etc... No entanto, é também nessa "mesma leva de honras", que a pessoa começa a sentir que quando ela chega, as energias mudam.
As pessoas começam a ver o "sacerdote", o homem diferente dos homens, o santo, o ungido do Senhor, o anjo da igreja, etc...; e também percebe que as pessoas mudam com você; e não percebe, que depois de um tempo, muito suave e lentamente, você também aceita a mudança que fizeram acerca de você. Ora, é aí que nasce o "espírito de pastor"! Então, começa a transformação do ser humano numa figura totêmica. Ele é santo pelos outros; é puro pelos demais; é quem não se diverte pelos que se divertem; é quem não fica doente, pra poder curar; é quem "estuda Deus" e "entende de Deus", a fim de poder explicar; e é quem é exemplo para fazer clones comunitários. Se ele não casa os que se casam, eles se ressentem e magoam. Se ele está viajando quando alguém morre, ele abandonou o moribundo. Se ele está de férias, a igreja esvazia. Se ele é amoroso, torna-se o pai de todos. Ou seja: sem ele, nada do que foi feito de fez ou se faz! Vivendo sob tais responsabilidades e honras, o indivíduo vai virando pajé e não sente. Ou, em muitas ocasiões, passa a gostar mesmo de ser essa figura totêmica para a "igreja". Ora, é nesta necessidade que o povo tem de ter "sacerdotes" e "figuras totêmicas", que tanto os bem intencionados se corrompem existencialmente pela via da entrega ao "espírito de pastor"; como também os mal-intencionados se aproveitam e tiram as carnes do rebanho.
De fato, o ministério pastoral, ou episcopal, ou apostólico, ou de qualquer outra natureza —, já carregam em si o germe do poder desse imantamento espiritual. As pessoa olham para qualquer desses "seres" — "ungidos" formalmente para tais posições —, como "ungidos do Senhor"; aqueles contra os quais não se pode ter uma opinião, pois, em assim sendo, Deus mesmo punirá os "rebeldes", ou "hereges", ou "desviados". Imagine quanto poder isto significa! Ali está um homem que é visto como "o homem de Deus" no meio dos demais homens "normais", e, de tal projeção, pode nascer apenas o "pastor clerical", como também pode nascer o "Apóstolo Nabuco": uma espécie de "Pai Abraão" evangélico!
Eu tenho por certo que todos os modos de clericalismo são malignos em relação a saúde do indivíduo que carrega o peso totêmico dessa "posição".
Também tenho convicção de que eles também criam a força pela qual o totem não muda para não morrer; e, porque ele não muda, as pessoas morrem porque ficam paralisadas, incapazes de viver. É maligno o ciclo!
Por esta razão tenho a mesma convicção no que diz respeito à comunidade. Sim, porque enquanto ela vê o líder com tais olhos, ela não cresce; ao contrário, se infantiliza; e jamais aprende a andar com as próprias pernas.
Ora, o verdadeiro pastor cuida, não domina; ajuda, não controla; alimenta, não explora; só se faz notado em caso absolutamente necessário; e deixa a porta aberta, de tal modo que todos entram e saem e acham pastagem.
Além disso, ele tem uma relação pessoal com cada um delas.
A analogia do Bom Pastor em João 10, todavia, é perfeita no seu todo apenas em relação a Jesus, e a mais ninguém. Isto porque em relação a Jesus todos nós somos apenas ovelhas do rebanho. Porém, em relação a nenhum "outro pastor", nós devemos ser "ovelhas do rebanho"; posto que ser ovelha de Jesus já nos põe na condição de só ouvir a voz de um homem se ela for de acordo com a Voz do Único Pastor; do contrário, a ordem de Jesus é para não "seguir a voz do estranho".
Portanto, o verdadeiro pastor de homens, é apenas um deles. Sim, apenas mais um do rebanho único, sendo apenas uma ovelha que já se deixou ensinar um pouco mais pela voz do Único Pastor. É na Sua fidelidade e reconhecimento à Voz do Pastor que ele se qualifica para ser pastor entre ovelhas, pois, conforme Pedro, ele se torna "modelo do rebanho". Assim, é o caminho da ovelha seguindo o Pastor, o que a torna uma ovelha-pastor; visto que seu passo e obediência estabelecem referencia para as demais. O problema é que maioria dos "pastores" pensam que eles são os "Jesuses" da comunidade; e, diferentemente de Jesus, tornam-se nos mercenários e nos lobos que não amam as ovelhas, mas apenas os privilégios e poderes que dela "arrancam". E o problema também é que a "igreja", por ser pagã ainda em sua essência, precisa desses "pastores tiranos", pois, como associam a "figura clerical" ao "representante de Deus", sentem-se objeticamente mais seguras se têm um Déspota dizendo o que fazer, o que não fazer, com quem casar ou não, e quem é quem. Eu jamais chegaria a nenhum desses extremos pela minha própria natureza e consciência do Evangelho. Todavia, eu mesmo fui notando como eu fui suave e gradativamente mudando, sempre de modo amoroso e meigo, porém, imantadamente reverendíssimo.
"Não é assim entre vós!"—disse Jesus!
Foi por esta razão que Jesus tirou as roupas de cima e se cingiu de uma toalha e passou a lavar os pés dos discípulos. Sim, porque liderar é sobretudo poder lavar pés e servir em nudez. Na realidade, além de tudo o que o gesto de Jesus ensina, nele também vemos o modelo existencial do significado da liderança conforme Jesus, e, também, da consciência que precisam aprender os liderados. O líder serve em revelação de sua humanidade. E os liderados são servidos aceitando a humanidade de quem lidera servindo de modo humano. E Jesus disse a Pedro que ou seria assim, ou Pedro não teria parte com Ele! Somente quando os líderes tiverem a coragem de fazer como Paulo e Barnabé, que rasgaram as roupas e expuseram sua nudez quando foram chamados de "deuses", é que aqueles que crerem no que as lideranças disserem, não ficarão ainda mais adoecidas de idolatria.
Hoje é contrário: os líderes fazem tudo para passar por deuses; e, o povo, vai adoecendo, apenas trocando de "pai-de-santo"; ou de pajé; ou de sacerdote; —porém existindo sob a escravidão da espiritualidade da idolatria; adorando e servindo a criatura, mesmo que se vistam de pastores, bispos, apóstolos ou pai-póstolos.
No Caminho nós temos buscado diante de Deus e conforme o Evangelho, quebrar todos esses paradigmas totêmicos.
Receba meu beijo; e minha expectativa de abraçá-lo no encontro de novembro.
Nele, em Quem todos sabemos como ser para nós e para os outros,
Caio
_______________________________________________________
ATENÇÃO!!!
Os irmãos que desejarem maiores informações para começar uma Estação do Caminho da Graça, por favor, escrevam para o email: marceloquintela@caiofabio.com
Como iniciar uma Estação do Caminho?!
Postado por Unknown
Informações Práticas
Caio, Marcelo Quintela, Chico Pacheco, Ana, eu e os queridos mentores do Caminho da Graça por todo Brasil são interrogados por muitos e por todas as vias de acesso sobre este assunto, isto é, COMO INICIAR UMA ESTAÇÀO DO CAMINHO DA GRAÇA.?
Todos nós já escrevemos sobre isto. No site do Caio há um arsenal de informações a respeito. Nos blogs de cada Estação do Caminho pelo Brasil certamente este assunto já foi tratado de uma forma ou outra. Todos já falamos com muitos e orientamos a este respeito outros tantos. Mas, as perguntas e duvidas continuam. Atrevo-me a escrever sobre o tema mais uma vez.
Vou expor aqui o que eu penso, entendendo que, certamente, escreverei o que já foi dito por muitos de nós do Caminho, mas, vou arriscar escrever outra vez.
01-QUEM PODE INICIAR UMA ESTAÇÀO DO CAMINHO DA GRAÇA?
Bem, penso que não é qualquer pessoa que deve aventurar-se nisto, pois, é óbvio, alem de ter experimentado conversão ao Evangelho para toda vida, deve ser alguém que já tenha vivenciado e vencido algumas barreiras. Vivenciado em si mesmo a eficácia da Graça, isto é, sabe que não há nenhum mérito pessoal para ser tão amado pelo Pai. Ele desejou e amou sem medida e nos comprou para Si mesmo. Deve ter vencido todas as convenções que de uma forma ou outra tentam enquadrar a Graça. Deve crer que a Graça não é propriedade da religião. De nenhuma religião, inclusive o Cristianismo.
A Graça não pertence a nenhuma instituição religiosa. Nenhuma mesmo.. Tal mentor deverá ter vencido todo instrumental utilizado pelas instituições para dar parâmetros e limites àqueles que receberam a Graça.
Devem conseguir viver sem cargos, departamentos, ministérios, programas, cronogramas e organogramas.
Deve ser alguém livre e ao mesmo tempo responsável.
Deve ser leve, sem ser leviano.
Deve ser simples, sem ser simplório.
Deve liderar servindo. Deve estar disposto a lavar os pés de todos, o tempo todo, todo tempo.
Deve ser daqueles que tem o que dizer, mas, atento a tudo que lhe é dito e saber ouvir com paciência.
Deve ser perseverante, sem no entanto, alimentar expectativas exageradas, isto é, aprender a celebrar pequenas vitórias, pequenos começos.
Deve ser alguém que aprendeu a se ouvir, ouvir o outro e, claro, ouvir Deus. Deve ser alguém tocado intimamente pelo Evangelho e disposto a radicalizar para que o Evangelho se encarne na vida de muitos.
02-QUANDO UMA ESTAÇÃO DO CAMINHO DA GRAÇA PODE SER INICIADA?
Quando esta pessoa citada no item acima encontrar mais uma pessoa, e juntas entenderem que foram conquistadas pelo Caminho. Sim, a partir do encontro de duas pessoas, conquistadas pelo Caminho podem desencadear encontros que certamente resultarão na formação de uma Estação do Caminho da Graça.
03-ONDE UMA ESTAÇÃO DO CAMINHO DA GRAÇA PODE SER INICIADA?
Em tese, em qualquer lugar. Estas duas pessoas podem, em acordo, decidirem por começar se encontrar num lugar que vai desde a casa de alguém a ambientes que poderão ser utilizados para estes encontros. Sim, a casa de alguém, uma sala de escola, ambientes públicos como lanchonetes, cafés, restaurantes, buffets, etc...Não há limites quanto às possibilidades neste sentido de local para se começar uma Estação do Caminho. Claro, quanto mais estratégico for este local, melhor. Mas, penso que nada pode impedir aqueles que desejam construir a partir das pessoas uma Estação do Caminho.
04-HÁ DIAS E HORÁRIOS PARA SE INICAR UMA ESTAÇÃO DO CAMINHO DA GRAÇA?
É obvio que não. Todos, hoje, já sabemos que, não há dias e horários sacralizados, portanto, as pessoas que concordaram em dar incio a uma Estação do Caminho, decidem também quais dias e horários são mais adequados para aquele tempo. O grupo pode e esta livre para buscar o que é melhor e sempre que for necessário, mudar, buscando o que atende melhor as expectativas dos caminhantes.
05-QUAL O CONTEÚDO DOS ENCONTROS EM UMA ESTAÇÃO DO CAMINHO DA GRAÇA?
- Convivência na Graça
- Consciência da Graça
- Reflexão no Evangelho da Graça.
06-QUAL MATERIAL DEVE SER UTILIZADO NOS ENCONTROS DE UMA ESTAÇÃO DO CAMINHO DA GRAÇA?
- Os Evangelhos e as Escrituras
- Os livros "Enigma da Graça", "Sem barganhas com Deus", o booklet "O Caminho da Graça para todos"
- DVDs dos encontros de Brasília I e II, além dos vídeos dos encontros de Atibaia e Recife.
- Leitura no site ( www.caiofabio.com ) das reflexões, opiniões, devocionais e respostas de cartas onde Caio Fábio esbanja informações sobre o Caminho da Graça, e principalmente sobre a interpretação da vida segundo o Evangelho de Jesus Cristo.
07-HÁ UMA HIERARQUIA NO CAMINHO DA GRAÇA?
Não. O que há é um entendimento que o Caio é o mentor do Caminho da Graça por todos os motivos que não requer aqui nenhuma consideração. Que o Marcelo Quintela foi escolhido pelo Caio para supervisionar as iniciativas do Caminho da Graça pelo Brasil, portanto, é importante que ele seja comunicado sobre estas iniciativas, bem como dos encaminhamentos e desdobramentos das atividades das Estações do Caminho da Graça pelo Brasil (marceloquintela@caiofabio.com)
Bem, é obvio que há outros tantos itens que poderão ser acrescidos a estes e há também tantas outras perguntas que ainda deverão ser respondidas, mas, penso que estas são as informações mínimas para todos os que desejam iniciar ou encorajar alguém a iniciar uma ESTACÃO DO CAMINHO DA GRAÇA.
Se você é um destes, bem-vindo(a).
Graça, paz & bem a você.
Com carinho.
Carlos Bregantim
Supervisão São Paulo
To be or not to be: não é a questão!
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Postado por Unknown
"Veio para o que era Seu, mas os Seus não o receberam" — é como o apóstolo João descreve o modo como os filhos de Abraão trataram o Messias, o Cristo, o Emanuel, o Verbo da Vida.
Neste contexto imediato, no qual "os Seus" são os da descendência da Promessa feita a Abraão, aqueles que "o receberam" — os quais também Dele "receberam o poder de serem feitos filhos de Deus" — são visto por João como sendo todo e qualquer ser humano que acolha a Jesus pela fé, confessando que Ele é o Verbo Eterno que se encarnou.
Estes, os que não eram os Dele, o reconheceram; enquanto aqueles que eram "naturalmente" "os Seus", esses não o receberam, nem sequer o reconheceram.
Ora, conquanto este seja o sentido original e imediato do texto de João, conforme seu entendimento e aplicação consciente da revelação que o possuíra, a Palavra não se circunscreve e nem se deixa escravizar por nenhum "contexto imediato". Ou seja: por aquilo que no momento da produção do texto era o alvo consciente do autor, no caso, João.
O texto, em si mesmo, e para além do contexto imediato, propõe um sentido muito mais amplo e móvel; porém permanente no seu poder de determinar quem são "os Seus" que não o recebem; e quem são os aqueles que não sendo "naturalmente" Seus — conforme a as linhagens históricas da confissão da fé como religião —, "o recebem"; os quais da parte de Deus, "recebem" também o "poder de serem feitos filhos de Deus".
E quem são uns e outros?
Na visão da "igreja", no que diz respeito a pratica da pregação e conforme as doutrinas da salvação, "os Seus" que não o recebem, são todos aqueles que ouvem a mensagem da "igreja" acerca de Jesus, e não o aceitam como Senhor e Salvador; portanto, não aceitando também serem membros da "igreja"; decisão essa que se tornou na única prova cabal de que alguém "pertence a Jesus."
Assim, do ponto de vista da "igreja", o "mundo" é feito daqueles que eram "os Seus", e que não o receberam. E a "igreja" é aquela que o "recebeu", e cujos membros são os "filhos de Deus".
Ora, isto demonstra como a "igreja" se esquizofrenizou entre ser "gentia", e, ao mesmo tempo, "o Israel de Deus".
A verdadeira Igreja é "o Israel de Deus", segundo a Promessa feita a Abraão, e da qual se tornam herdeiros todos os que crêem em Jesus, posto que os herdeiros da promessa são os da fé que teve Abraão, não importando a raça, a cultura, o sexo, a etnia, ou qualquer outra forma de diferenciação feita pelos homens.
Desse modo, a Igreja é aquela que é feita dos que "o receberam" (não sendo naturalmente "os Seus"), os quais, por esta razão, não apenas receberam "o poder de serem feitos filhos de Deus", mas também se tornaram "o Israel de Deus".
E aqui reside uma grande confusão: "a Igreja não é 'Israel'", pois é quase que inteiramente "gentia"; ao mesmo tempo em que, pela fé, se torna herdeira das promessas feitas a Abraão, segundo a fé que justifica pela Graça, tornando-se, por esta razão, "o Israel de Deus".
Eis o híbrido: incircuncisos que se tornam circuncidados pela fé; pagãos que são feitos filhos de Abraão; gentios que se tornam o Israel de Deus.
Paulo trata disso chamando de um "enxerto" do galho da "oliveira brava" no caule da "oliveira natural".
Assim, quem não era, passa a ser; e quem era, deixa de ser. E esta é uma dinâmica que vai e vem, de tal modo que o eixo de quem é e quem não é, varia conforme a jactância de ser ou seu quebrantamento.
Ou seja: quando quem era creu que era tanto, que não poderia deixar de ser (o Israel histórico), então, não o reconheceu. E quando aqueles que não eram, passaram a ser, assim foi porque como gentios segundo a carne, aceitaram a oferta da Graça como aqueles que recebem o que sabem que não merecem, porém crêem no poder da promessa a eles feita por Aquele que os chamou de filhos, por Sua livre vontade. Portanto, quem era "de-mais", deixou de ser; e quem era "de-menos", passou a ser.
Isto porque sempre que alguém pensa que é, começa a deixar de ser. O ser só se mantém sendo!
Ora, para a "igreja", que "se vê" como o "Israel de Deus", tal realidade não muda. Desse modo, ela, sem saber, se torna um verdadeiro Israel segundo a carne, não o "Israel de Deus". Ou seja: quando ela é tomada por tal presunção, ela passa a fazer parte do grupo com potencial para "não o reconhecer" Hoje.
É a jactância do pedigree de "ser o Israel de Deus" aquilo que torna a "igreja" um "Israel segundo a carne", visto que o que João disse, não se tornou algo cristalizado, mas varia conforme as mudanças do coração humano.
E aqui há um princípio espiritual apavorante, o qual nos ensina que todas as "certezas" que deixam de ser apenas "fé grata", transformam-se no oposto daquilo que um dia foram, quando bem-aventuradamente se tornaram justamente aquilo que "por natureza" não eram.
É por esta razão também que João diz que esses que "recebem o poder de serem feitos filhos de Deus", não nasceram "nem da carne e nem da vontade do homem, mas de Deus".
Ou seja: eles nunca são o resultado nem da continuidade histórica (da carne), nem tampouco são filhos de decisões humanas (da vontade do homem, ou de sua declarações acerca de quem é ou quem não é). Ao contrário disso, eles são exclusivamente filhos do acolhimento do amor de Deus. Portanto, é o amor feito confissão de fé e vida grata pela Graça, aquilo que mantém a pessoa nesse "lugar existencial" no qual ela é sempre; e isto porque sempre sabe que não é; visto que ela é justamente porque sabe que não seria; tendo em si mesma a gratidão que nunca a deixa se ver como "dona" de si mesma; ou como um ser que já não precisa ser, visto que em jactância diz que já é.
Em outras palavras: aqueles que não eram e passaram a ser, são aqueles que são-sempre-sendo, nunca parando; e continuamente olhando a si mesmos com o olhar da gratidão, declarando todos os dias a Graça que os faz serem aquilo que por natureza não eram, visto que a verdadeira "natureza" do ser que é, é justamente feita dessa fé que nunca vira certeza humana, e nunca evoca qualquer privilégio especial em razão de ligações históricas com a História da Fé.
Recebem o "poder de serem feitos filhos de Deus" os que acolhem Jesus todos os dias com a gratidão de quem "foi feito", posto que "não era".
Assim esses são porque sabem que não mereciam terem se tornado.
Ora, o verdadeiro "Israel de Deus" é feito de gente que se vê como aqueles que não deveriam ser, pois, no momento em que julgam que são, e crêem que esse é um estado cristalizável, nesse mesmo momento, deixam de ser.
O principio, portanto, é este: no Evangelho só se é, sendo!
Assim, a questão não é "to be or not to be", mas sim, ser-sendo.
Caio
Assim no Caminho como também no Corpo de Cristo
Postado por Unknown
Amigo amado, Marcelo Quintela: companheiro, filho e irmão — coisas e relações só possíveis Naquele que disse: "Eis o teu filho...; eis a tua mãe": Graça e Paz!
Meu querido cooperador no reino e na esperança de um tempo novo,
Nos últimos meses venho pensando muito na jornada que estamos fazendo com "os do Caminho". Minha convicção é que chegou a hora para que, sem os traumas das organizações e instituições, finquemos o pé no chão firme da organicidade funcional como um corpo; e, portanto, como o Corpo.
Assim, sem traumas, mas livres na Graça e na fé que atua pelo amor (e que se expressa como liberdade reverente, e reverencia liberta para com todos os irmãos), conforme o dom, o chamado, e, sobretudo, de acordo com o que o Espírito estabeleceu como fatos históricos de nossa jornada — como Mentor do Caminho, conforme a iniciativa do Espírito —, tenho decido em oração e meditação, o seguinte:
1. Cada Estação é independente na sua auto-gestão, mas cada localidade, além da diretoria estatutária da sociedade "Caminho da Graça", deve também ter com Conselho Ministerial formado de membros de duas instâncias: os que compõe a diretoria estatutária e os membros ativos dos dons ministeriais; sendo que a soma total desse Conselho Ministerial, não deve ultrapassar o número de 12 indivíduos, homens e mulheres, a fim de que possa ser algo fincado e sem dispersividade.
2. Todas as coisas relacionadas a compras ou alugueis, podem e devem ser decididas por esse Conselho, usando-se o seguinte critério: consenso imediato; ou, não havendo tal consenso, todas as dúvidas devem ser enviadas a mim, com cópia para você, pelo Mentor local da Estação; pois, na sabedoria do Evangelho, exercerei o discernimento, em tais casos, em nome do todo. Nesse caso, as dúvidas devem ser colocadas em e-mail, sendo que a redação de tal texto, deve ser escrito com a anuência de todos os membros do Conselho, a fim de que não proceda apenas de um e ou de uma só interpretação.
3. Somos uma Fraternidade de Estações; porém, o nome que se carrega na designação "Caminho da Graça", remete a todos para a minha pessoa; daí eu não poder ficar nem desinformado e muito menos seqüestrado por eventuais equívocos locais. Isto porque os acertos locais serão sempre locais; porém os equívocos serão sempre projetados em mim. E disso não tenho nenhuma dúvida depois de tanto caminhar...
4. Buscaremos dividir o país em regiões, de tal modo que, à medida em que as Estações aumentem em número e em regionalidade, ou mesmo em internacionalidade, tenhamos supervisores executivos que ajudem a olhar, guiar e manter a harmonia de tudo com o espírito que originou a visão da jornada que estamos juntos fazendo.
5. Gostaria que nos próximos dois anos, caso você possa e aceita, você mesmo fique como Supervisor Executivo de todas as Estações que forem surgindo. Daqui a dois anos veremos se a tarefa continuará a ser possível para você sozinho; pois, caso não seja, dividiremos em grupos de supervisores que se reportem a você, e você a mim. Para tanto, é sadio que cada Estação separe 5% dos recursos locais, tão logo as prioridades locais sejam atendidas (aluguel, som, banda larga para a vídeo conferência, e eventuais ajudas financeiras para os que se dedicarem integralmente à Palavra, caso necessitem), a fim de que possamos financiar as viagens e outras iniciativas de supervisão.
6. É meu desejo unificar a visão e a mensagem do Caminho. Portanto, além do "Sem Barganhas com Deus" (que é o nosso livro texto acerca da visão-de-conteúdo), temos que estimular a todos "os do Caminho" a lerem e divulguem o booklet "O Caminho da Graça Para Todos", bem como a leitura diária do site. Além disso, gostaria que cada Estação contribuísse com 5% para um fundo de Divulgação da Palavra; o qual será gerido aqui em Brasília pelo Conselho local da Estação 1. Assim, poderemos ter o programa de televisão do Caminho posto em rede nacional, pois será a partir dele que divulgaremos a Palavra e também as atividades de todas as Estações, conforme a "sabedoria dos filhos das trevas", que tão bem fazem isto (você sabe a quem e a quê me refiro).
7. Cada Estação tem liberdade de se adequar às necessidades locais de natureza circunstancial. Porém, no que tange ao espírito das reuniões, quero que em cada lugar, quem quer que chegue, encontre as mesmas posturas espirituais praticadas por mim aqui na Estação 1. Desse modo, é fundamental que todos "os do Caminho" leiam o site se possível todos os dias, e nele se aprofundem; bem como é fundamental que ouçam (ainda que de modo gravado) as mensagens que são pregadas aos domingos aqui em Brasília e que são transmitidas ao vivo pela Radio do site; e ainda que cada grupo se prepare para receber a vídeo Conferência que acontecerá provavelmente todas as quartas-feiras, e que serão transmitidas diretamente aqui de minha casa em Brasília. Com isto, nem de longe, estou sugerindo que se "repita" o que foi pregado por mim (a menos que o Mentor Local sinta tal desejo no coração), e nem tampouco que se crie qualquer espírito de clonagem, o qual minha alma aborrece, posto que desconstrói o processo de individuação de cada Mentor Local. Porém, é necessário que assim seja apenas porque, enquanto eu viver, tenho de Deus está incumbência no que tange a manutenção do espírito do Evangelho, conforme sei que me foi dado discernir no curso de muitos anos, e em meio a muitas coisas, especialmente nos sofrimentos.
8. É também fundamental que a cada novo Encontro de Estações, mesmo as que sejam criadas regionalmente, havendo meios, que cada Mentor das outras Estações tente estar presente, a fim de que haja comunhão e unidade. Podendo ter suas passagens financiadas pelo grupo local (ou pela própria pessoa, no caso dela ter tal autonomia financeira).
9. É também de capital importância que desenvolvamos o site "Caminho da Graça Para Todos", o qual estará dentro do site www.caiofabio.com No meu site haverá "os conteúdos do Caminho"; e no site do Caminho teremos as informações de todas as Estações, bem como espaço para que os Mentores Locais postem mensagens e informativos semanalmente. Portanto, peço a você que faça um apelo em meu nome a todo e qualquer caminhante com especialidade em tal tecnologia, no sentido de que tenhamos com urgência o site do Caminho no ar.
10. Gostaria também que estabelecêssemos que cada Estação seja um lugar de venda e distribuição de livros, DVDs e CDs do Caminho. Assim, não apenas espalharemos a mensagem pelas localidades, como também poderemos deixar um percentual das vendas para a Estação local, a fim de ajudar no financiamento de todas despesas concernentes a cada grupo e suas atividades.
11. A filosofia espiritual das "Contribuições Financeiras no Caminho" está baseada num livro meu intitulado "Uma Graça Que Poucos Desejam", que em breve estará transcrito e disponível no site para download, sendo o mesmo um estudo do pensamento neotestamentário acerca do assunto.
12. Quanto ao mais, nossa ênfase é que cada um "dos do Caminho" passe a ler o NT a partir de Jesus, conforme está posto no site, no "Sem Barganhas com Deus" e no "O Caminho da Graça Para Todos".
13. Além disso, o Caminho, em suas reuniões, não é apenas um lugar de ensino verbal, mas também de orações por doentes e aflitos em todos os encontros semanais.
14. Também é fundamental que não nos esqueçamos dos mais pobres entre nós e em qualquer lugar. Por isto, estimule a todos "os do Caminho" a levarem sempre alimentos não perecíveis para cada encontro, ou uma vez ao mês, a fim de que se tenha como socorrer aos necessitados.
15. Por último, devemos estimular a cada Mentor de Estação do Caminho a não ser "um gargalo". Por essa razão, todo Mentor deve ser um "explorador de tesouros", sempre atento aos dons de cada um, a fim de que todos os dons tenham sua expressão entre nós.
Tudo o que escrevi acima tem exclusivamente a finalidade de dar trilhos mínimos para a jornada, isso a fim de que ninguém desvirtue "o espírito da caminhada". Do contrário, não valerá a pena.
Coisa boa e nova está começando. E nossa responsabilidade diante de Deus é servir a nossa geração, enquanto estivermos aqui, conforme o espírito do Evangelho que nos alcançou por revelação do Espírito.
Receba todo meu amor e gratidão!
Beije por mim a todos os amados em Jesus, o Cordeiro Eterno e nossa Páscoa de Eterna Libertação.
Nele, que nos pôs no Caminho que só é caminho se acontecer no Caminho que é Ele mesmo,
Caio
Marcelo Quintela - Supervisor Executivo do Movimento "Caminho da Graça"
Comunicação direta: marceloquintela@uol.com.br



