O Encontro no Caminho
sexta-feira, 20 de março de 2009
Postado por Unknown
Consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras.
Não deixemos de nos congregar, como é costume de alguns...
Aos Cristãos Hebreus 10:24-25
O que estou dizendo? Que nada valeu a pena? É claro que não! O que estou dizendo é que o mundo ainda não acabou, e que a cada nova geração os discípulos de Jesus têm, outra vez, a chance de viver o Evangelho assim, simples e puro, leve e livre, dissolvido em sabores sentidos, mas sem sede física de poder e sem qualquer mandão entre nós.
A história não acabou ainda e a luz do mundo pode brilhar no mundo, não como uma ação oficial da igreja, mas como fruto da bondade misericordiosa de cada discípulo que não queira ser um agente especial da igreja, mas apenas um filho do Amor de Deus solto nesta terra e irmanado com todos quantos puder caminhar para melhor ainda servir!
"E não nos reuniremos mais"? É a pergunta angustiada de alguns.
É claro que nos reuniremos sempre! Mas tais encontros não têm por objetivo centralizar as forças, organizar as ações de poder, coordenar a produção dos "frutos" e "divinizar" a visão e a pregação do "método", mas apenas renovar as alegrias da fé e da esperança, fortalecer o amor e devolver as pessoas à vida com a simplicidade do sal e da luz. Ou seja: com sabor e boas obras.
De minha parte, quero apenas ver os discípulos de Jesus crescendo em vida com Deus, em amizade clara e respeito uns para com os outros e em saúde relacional na vida. Gente descomplicada e desviciada de "igreja" e livre dos estilhaços das guerras fratricidas, e, assim, comprometidas com plantar sementes por onde for.
O "ajuntamento" a que chamamos igreja deve ser esse encontro, essa estação, esse lugar de bom ânimo, adoração e ensino. O ideal é que tais encontros gerem amizade, e que pela amizade as pessoas se ajudem; e não apenas em razão de um espírito maçônico-comunitário ou ainda porque se deu alguma contribuição financeira no lugar.
Não. A verdadeira igreja não tem sócios ou associados. Tem apenas gente que se reúne e ajuda a manter tudo aquilo que promove a Palavra na Terra. O que promove o Evangelho deve ser sustentado e mantido com propósito apaixonado, e o que não promove o Evangelho não deve receber nossa energia e atenção.
Portanto, não se trata de um movimento "sacerdotal", intimista e fechado, mas sim de um andar profético, contínuo e aberto, que tem nos alegrado muito, pois, dentre tudo, estamos também reaprendendo a chance de termos amizades não-pagãs entre nós.
Isso porque no meio cristão, em geral, existe a forma de amizade mais pagã possível. As amizades cristãs são pagãs! Como assim? Que forma de amizade é esta? É aquela que ama moralmente. Amar moralmente significa amar enquanto a pessoa se comporta "como a gente", e não necessariamente como GENTE. Se ela for diferente ou se tornar diferente, ou mesmo tiver um comportamento diferente, mesmo que tal coisa seja apenas na área particular e privada, nesse dia tal pessoa perderá todos os seus "amados", pois era amada apenas moralmente.
Para esses, o irmão é o igual e o próximo é aquele que é parecido com eles. Ora, Jesus mandou amar até o inimigo, quanto mais o diferente!
Além disso, Ele disse que amar os que nos amam e tratar bem os que nos tratam bem é apenas um comportamento pagão, posto que seja assim que qualquer pagão, minimamente, trata um ao outro.
Jesus considerou que deveríamos buscar amar e ser amigos do jeito do Pai Celeste, que é bom para com maus e bons, e derrama Graça sobre todos.
Acontece que entre os cristãos, em geral, não se alcança nem mesmo o nível pagão. A sociedade pagã é capaz de aceitar e defender o diferente, mas a igreja não é. E enquanto este "pequeno detalhe" for assim, os cristãos não terão o respeito da humanidade, posto que até os bárbaros os superem no trato de uns para com os outros.
A meu ver, no dia em que prevalecer o modelo do Caminho, conforme Jesus no Evangelho, a vida vai arrebentar em flores e frutos entre nós e no mundo a nossa volta; e as pessoas serão sempre muito mais humanas e sadias.
Mas jamais antes desse dia! E nisto posso dizer que profetizo sobre a certeza das certezas, pois é conforme a Palavra de Jesus.
Porque, se continuar a prevalecer o modelo de "igreja" tal qual aqui tem sido denunciado, jamais se terá nada além do que se teve nesses últimos dois mil anos... Nada diferente disso!
E para isto... para esta coisa, não tenho mais nenhuma energia para doar. Mas para a vida como caminho ofereço meu coração mais jovem do que nunca!
|O Caminho da Graça para Todos|
O caminho da experiência comunitária, segundo Jesus
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Postado por Unknown
O termo Ekklesia sintetiza de forma impressionante o ser Igreja de Jesus: São os chamados para fora. No entanto, na história cristã preponderou o caminho inverso que torna os discípulos em gente 'chamada para dentro', chamada para deixar o mundo, para só considerarem 'irmãos' os membros do 'clube santo' e a não buscarem relacionamentos fora de tal ambiente.
Mas, lendo o Evangelho, é difícil conceber que Jesus sonhasse com aquilo que depois nós chamamos de "igreja".
Quem pode ouvir o ensino de Jesus, com toda sua desinstalação, com toda a sua mobilidade, com toda ênfase na igualdade de todos, com toda denúncia aos poderes religiosos, e com toda a pertinência à vida — fosse para curar a mente, o corpo ou o espírito; fosse para anunciar a destruição do Templo como lugar de Deus; fosse para "beatificar" samaritanos e "demonizar" religiosos sem coração —; e, ainda assim, imaginar que Jesus tenha qualquer coisa a ver com o que nós chamamos de "igreja", seja aquela que se abriga em Roma ou sejam aquelas que têm tantas sedes quantos pastores, bispos e apóstolos megalomaníacos existirem?
Não se vê Jesus tentando criar uma comunidade fixa e fechada, como também não percebo, em Seu espírito, qualquer interesse nesse tipo de reclusão comunitária.
Por isso, o termo igreja perdeu seu significado original, e, pelo uso milenarmente pervertido, a expressão já não é útil para designar a jornada individual e comunitária dos discípulos de Jesus. De fato, a idéia de igreja ficou tão possessa de outros significados que usar o termo fala da antítese do que se desejaria expressar, conforme o Evangelho.
Jesus não plantou igreja em nenhum chão que não fosse o do coração das pessoas!
Igreja, de acordo com Jesus, é comunhão de dois ou três em Seu Nome e em qualquer lugar. Igreja, de acordo com Jesus, é algo que acontece como encontro com Deus, com o próximo e com a vida, no caminho do Caminho.
Para Jesus, o lugar onde melhor e mais propriamente se deve buscar o discípulo é nas portas do inferno, no meio do mundo!
Nesse Caminho, as maiores demonstrações de fé vêm de fora da religião. Vêm de publicanos como Zaqueu e meretrizes como a pecadora que ungiu Seus pés. Vem da mulher samaritana, do centurião romano, da mulher sírio-fenícia e do ladrão da Cruz. Percebe-se que tanto "malandros arrependidos" quanto "réus confessos" podem encontrar seu repouso.
Portanto, Seus discípulos são treinados a espalhar sementes, a salgar, a levar amor, a caminhar em bondade, e a sobreviver com dignidade no caminho, com todos os seus perigos e possibilidades em aberto (Lucas 10). Com demônios, tempestades, competições entre si, certezas satânicas, exageros desnecessários, medo de trair, frágeis certezas de jamais trair, traição explícita, negação e morte!
E, além disso, tudo, vê-se que no Caminho com Ele, os ventos cessam, as ondas se abrandam, as Leis do Universo são relativizadas, os demônios sabem quem Ele é e quem nós somos Nele!
Jesus é o Caminho em movimento nos caminhos da existência. E Seus discípulos são acompanhantes sem hierarquia entre eles. No mais, existem as multidões, as quais Jesus organiza apenas uma vez, e isto a fim de multiplicar pães. De resto... Elas vêm e vão... Ficam ou não... Voltam ou nunca mais aparecem... Gostam ou se escandalizam... Maravilham-se ou acham duro o discurso... Mas Jesus nada faz para mudar isso. Ele apenas segue e ensina a Palavra, enquanto cura os que encontra.
Não! Jesus não pretendia que Seus discípulos fossem mais irmãos uns dos outros do que de todos os homens.
Não! Jesus não esperava que o sal da terra se confinasse a quatro dignas paredes de um Saleiro Comunitário.
Não! Jesus não deseja tirar ninguém do mundo, da vida, da sociedade, da terra... Mas apenas deseja que sejamos livres do mal.
Não! Jesus não disse "Eu sou o Clube, a Doutrina e a Igreja; e ninguém vem ao Pai senão por mim".
Assim, na assembléia dos chamados para fora, todos se encontram com o irmão de fé e também com o próximo que não tem fé, mas são tratados com amor e simplicidade.
Em Jesus, o discípulo é apenas um homem que ganhou o entendimento do Reino e vive como seu cidadão, não numa 'comunidade paralela', mas no mundo real.
A COMUNIDADE DOS "DO CAMINHO"
No livro de Atos dos Apóstolos, um dos modos de designar a Igreja como comunidade dos discípulos era chamá-la de "o Caminho", e os discípulos, de "os do Caminho". Portanto, tal designação é anterior ao tempo em que os cristãos vieram a ser "oficialmente" nomeados "cristãos".
Paulo é o apóstolo em razão de quem essa designação de "o Caminho" mais aparece em Atos. No início, ele perseguia "os do Caminho"; ou, como ele também diz, "... para levar presos os que eram do Caminho", ou ainda "... este Caminho, ao qual chamais de seita...".
Ora, a designação "o Caminho" é, no meu modo de ver, aquela que melhor expressa o espírito do Evangelho como movimento humano no mundo. E por quê?
Primeiro, porque Jesus é o Caminho.
Segundo, porque o chamado da fé é "hebreu", e ser hebreu é ser alguém do caminho, da viagem, da peregrinação, como foi Abraão, o hebreu – o Pai da Fé. "Hebreu" vem da raiz da palavra que expressa o ato de cruzar, de atravessar, de seguir em frente.
E terceiro, porque, historicamente, um dos maiores problemas da Igreja foi o fato de que ela deixou o mundo e, assim, deixou de ser Caminho no chão da Terra.
Por conta disso, logo a palavra "igreja" passou a designar algo geográfico, fixo, estático e imutável, e perdeu assim sua vocação caminhante e, por essa via, tornou-se cada vez mais uma estrutura que vive de sua própria institucionalização.
No entanto, a designação "o Caminho" propõe que a Igreja seja a comunidade dos que se reúnem para adorar, discernir a Palavra e ajudar-se mutuamente, mas que não se fecham num ambiente e nem chamam o ambiente físico de "Igreja", posto que Igreja, de fato, é um movimento de discípulos que andam no Caminho enquanto trilham a Fé no chão desse mundo, como gente boa de Deus na Terra!
Portanto, a referência paulina aos "do Caminho" é, provavelmente, a melhor designação para traduzir o espírito livre, desinstalado, peregrino, ajustável aos tempos e aos desafios da jornada que o Evangelho propõe aos discípulos de Jesus.
O Caminho em Cristo, conforme as narrativas dos evangelhos, é mais que um lugar ou um "clube de iluminados". Trata-se de um movimento de subversão existencial do Reino de Deus na Terra.
Por esta razão, o Caminho da Graça é feito de gente desafiada a assumir seu papel de sal que se dissolve e some para poder salgar; de fermento que se imiscui na massa e desaparece a fim de subverter com a vida do reino; de pequena semente que se torna grande e generosa árvore que a todos acolhe; de Casa do Pai para os Filhos Pródigos e também para os Irmãos Mais Velhos para que se alegrem com a Graça do Perdão; e um ambiente espiritual no qual até o "administrador infiel" possa se "consertar", e, assim, tentar fazer o melhor do que restou.
No Caminho, todos são irmãos e ninguém é juiz do outro. Assim, ajudam-se, mas não se esmagam uns aos outros, posto que no Caminho todos caem e se levantam; todos se enfraquecem, mas não desanimam; todos são humanos, e, com humanidade são tratados, conforme o Dogma do Amor.
E o mesmo Dogma não permite abusos de uns para com os outros, posto que o Caminho é de Graça e Perdão; e não a espinhenta vereda da disputa, da supremacia e do abuso; pois a Graça jamais será a Graxa dos descomprometidos!
Jesus nunca quis fundar uma religião. Essa foi a razão pela qual nada foi mais danoso para a genuína fé do que terem-na feito tornar-se uma religião entre as demais.
Seguir Jesus é aceitar o seu modo de ser, é assumir como vida as Suas palavras e é dar testemunho do Evangelho não como uma "estratégia de evangelização" (proselitismo e marketing), mas como a natural vocação da Vida em Cristo.
O MODELO DO CAMINHO
O que será, então, que o Senhor tinha em mente quando disse aos seus discípulos que permanecessem em Jerusalém até que do Alto fossem revestidos de poder (Atos 1.4)?
Jesus determinara que o poder do Espírito os fizesse sair em desassombro pelo mundo, pregando a Palavra da Boa Nova, ensinando singelamente os discípulos a serem de Jesus em suas próprias casas e culturas.
Desse modo, se teria sempre um movimento hebreu, crescente, progressivo, livre, guiado pelo Espírito, e completamente semelhante ao que eles haviam vivido com Jesus durante o Caminho, naqueles três anos de estrada que construíram o Evangelho ao ar livre, nas praias da Galiléia, nos desertos da Judéia, nas passagens por Samaria, nas terras de Decápolis, e nos confins da Terra.
Tudo o que Jesus queria era que os discípulos continuassem discípulos, e que os apóstolos fossem os servos de todos; sem haver nem alguém maior, e muito menos, um lugar mais santo ou um centro de poder.
O que sei é que Jesus esperava que tudo quanto Ele havia dito antes acerca de como se deveria proceder, de cidade em cidade, fosse agora vivido como uma ação contínua, num fluxo ininterrupto, num vai e vem constante, e como um poder que nunca tivesse um trono, nem uma cidade santa, nem um vaticano.
Alguém, com razão, diria que tal projeto não seria possível, visto que ninguém consegue viver sem um centro de poder. Entretanto, parece que ainda não se discerniu que o convite de Jesus é contrário a toda lógica de poder, e não propõe nada que não seja Hoje, e que não obriga ninguém a pavimentar o futuro de Deus na Terra mediante a construção de alguma coisa duradoura.
O que os cristãos precisam saber é que Jesus não era cristão, e que nem tampouco quis Ele fundar o Cristianismo, nem mesmo teve interesse em algo que se assemelhasse à "civilização cristã", conforme nós a conhecemos de 332 de nossa era até hoje.
Na realidade, quem entendeu o Evangelho e seu significado sabe que o "cristianismo" se tornou uma perversão da proposta de Cristo, transformando o Evangelho puro e simples numa religião, com dogmas, doutrinas, usos, costumes, tradições imutáveis e muita barganha com os homens, em franca e pagã manipulação do nome de Deus. Um ateu famoso não está errado ao afirmar o óbvio: "A religião agrava e exacerba os conflitos humanos, muito mais do que o tribalismo, o racismo ou a política." (Sam Harris – Carta a uma Nação Cristã).
O poder dos discípulos, paradoxalmente, está em não ter poder. E o convite, para que se morra a fim que se tenha vida, é também para a igreja, que é ansiosa para mandar na vida e controlar o mundo. Assim, pretendendo "salvar" a sua vida neste mundo, a igreja não só perde a sua própria vida, mas deixa de ganhar o mundo.
Para Jesus, o duradouro era justamente aquilo que não se poderia pegar, nem fixar, nem pontuar, nem ser objeto de visitas turísticas, dada a permanência sucessiva do arbítrio caracterizado pelo cheiro da urinas dos mandões.
O que Jesus queria era uma multidão de seres-sal-e-luz se espalhando pela terra, e, se diluindo em sabores e luzes que só seriam sentidas, mas jamais se tornando em Salinas ou em Usinas de luz cristã, a serem visitadas pelos curiosos.
Ele esperava que os discípulos fossem como o Mestre, e que aqueles anos de Caminho não ficassem cristalizados nas páginas dos registros dos evangelhos, mas que se tornassem um modo de ser daqueles que O seguem.
Já o Reino de Deus é como o fermento escondido... Até que invade e permeia toda a massa da humanidade... Sem ninguém saber como! E sem que ninguém possa dar glória a mais ninguém, senão ao Pai que está nos céus.
Aliás, a proposta de Jesus é tão extraordinária que a vontade de aparecer não pode resisti-la. O sal, por exemplo, foi usado por Jesus como ilustração desse 'desaparecimento' da Igreja na terra. Ele associa o sal ao sabor, e nada mais. O sal tem que ter sabor, senão já não presta para nada! E para que o sal salgue e dê sabor, de fato, ele tem que se dissolver nos elementos que recebem o seu benefício. O sal só salga quando morre como sal visível e se torna apenas gosto, presença, tempero, realidade e bem, embora ninguém possa dizer onde ele está, podendo apenas dizer: Ele está na panela. Mas onde?
Já a Luz do mundo — "vós sois!" — deveria ser a ação contínua da bondade e da misericórdia; de tal modo que os "de fora", ao receberem os benefícios da luz, pudessem discerni-la como boas obras, e assim, eles mesmos, agradecessem a Deus pelos filhos da misericórdia que Ele espalhou pela terra.
Entretanto, o que Jesus propõe, como simplicidade total, logo deu lugar às complexidades regimentais e aos centros de poder. Mesmo dizendo "tal não é entre vós"— referindo-se ao poder de governar dos reis e autoridades —, o que se criou desde bem logo foi aquilo que era comum, não o que era completamente incomum.
No cristianismo, Deus tem Seus representantes fixos e certos na terra—o clero, seja ele católico ou protestante—, tem suas doutrinas e dogmas escritos por concílios de homens patrocinados por reis e tem na sabedoria deste mundo seu instrumento de elaboração lógica de Deus: a teologia.
Desse modo, no cristianismo, "Deus" não passa de uma 'potestade religiosa' e de um poder mantido pelos homens, posto que se acredita que sem o cristianismo, Deus está perdido no mundo.
O mundo conheceu o Cristianismo, mas não teve muita chance de conhecer o Evangelho conforme Jesus e segundo as dinâmicas livres e libertadoras do Caminho, narradas nos evangelhos, nas quais o único convite que existe é para "seguir" Jesus.
O Brasil, por exemplo, está cheio de Cristianismo, e, paradoxalmente, quase morto do Evangelho.
O CAMINHO NÃO É UMA REFORMA!
Mas e a Reforma? Para que serviu, então? Qual o fruto dela hoje? Diante do exposto, talvez não seja a hora de propor uma Nova Reforma, tal quais alguns têm idealizado?
Não! Reformar a religião é ainda "remendo de pano novo em veste velha"! Buscar reformar o cristianismo nada muda, visto que apenas se adia o comprometimento radical que o Evangelho requer!
O Evangelho não propõe uma religião, mas um Caminho Existencial!
A Reforma Protestante elegeu 95 teses; arrancou os ídolos do lugar do culto, e os retirou da devoção dos fiéis; aboliu o papado, acabou com boa parte do clero conforme a formatação católica, e afirmou que a Graça, Cristo, a Escritura e a Fé eram os 'pilares' sobre os quais a igreja deveria ter seus fundamentos. No entanto, a Reforma seguiu se utilizando dos mesmos métodos de estudo e interpretação bíblica, criando seus próprios credos, dogmas, doutrinas e leis morais. A Reforma tornou-se num Catolicismo que fez Dieta.
De fato, a coragem que se demanda desta geração é bem maior do que aquela que levou camponeses oprimidos pelo papado de Roma à Reforma Protestante. Digo isto porque, naquele caso, a mudança não era radical. O Evangelho permaneceu 'aprisionado' à Religião; e a coragem revolucionária para se viver o processo contínuo de conversão e de não-conformação com este mundo é aquela que se deixa levar pelo vento do Espírito e caminha pela Fé em contínuo processo de transformação.
|O Caminho da Graça para Todos|
As reuniões do Caminho são... para todos?
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Postado por Unknown
----- Original Message -----
To: Marcelo Sent: Tuesday, March 21, 2006 2:14 PM
Subject: duvidas
Caro companheiro,
Estamos com algumas dúvidas com relação ao início do Caminho por aqui, pois tem muita gente fazendo contato para participar das reuniões. Queremos saber como trataremos destas questões? Como foi o surgimento do Caminho da Graça aí em Santos? Vocês abriram as reuniões PARA TODOS? Como foi? Sobre o que tratavam nas reuniões iniciais?
Abraços.
Belo Horizonte - MG
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Olá, meu amigo,
Que bom que as pessoas estão fazendo contato. Você verá que as próprias pedras clamarão!
Quanto às dúvidas que você levantou, quero te dizer o seguinte, sendo bem objetivo: Seja o mais simples e espontâneo possível. Tudo informal, tudo para todos. Tudo acerca do Evangelho e não de mais uma metodologia de aplicação eclesiástica. Não fique pregando acerca do modus faciendi da coisa toda.
Pregue o Evangelho de Jesus Cristo, e Este crucificado - Escandâlo até para os cristãos!
As pessoas já estão cansadas de ouvir acerca de novas fórmulas, métodos, visões, visões, visões... Argh! me dá até naúseas!
Portanto, se você não fizer reunião administrativa, todos e qualquer um poderão participar. Reuniões de organização civil ou de ordem estatutária (que com o tempo, serão necessárias) são para um grupo selecionados de irmãos envolvidos profundamente na história toda de abrir uma Estação, mas não necessariamente seus "pioneiros".
Mas, reuniões públicas são públicas! Podem vir não-crentes, crentes, tradicionais, pentecostais, pastores, presbíteros, diáconos, bispos, apóstolos, cardeais... Basta ser gente!
E no Caminho vai ser tratado como gente. Ninguém é a rainha Elizabeth no Caminho da Graça!
Não tem rico, nem pobre, nem culto, nem bronco, nem homem e nem mulher... Cristo é tudo em todos!
Aqui em Santos, nós começamos nas casas (CAMINHO COM-VIVÊNCIA) e simultaneamente, alugamos um auditório todo domingo, no qual fazemos uma Reunião (alguma música, pregação do Evangelho, testemunho, contribuição; e uma vez por mês, nós ceiamos com alegria e singeleza).
Não é exatamente o modo que é novo, e sim o espírito!
Nas primeiras reuniões, eu explicava que o Caminho não é uma igreja - no sentido da cultura evangélica - e nem pretende ser. É um movimento de consciência e conversão a Graça de Deus em Cristo (e nesse aspecto, temos visto a ação do Espírito nos corações e mentes).
Avisei, então, que todos poderiam vir e ninguém precisava sair de suas comunidades religiosas originais. Lógico que a maioria, assim que passa a frequentar o Caminho e ver que existe MESMO uma diferença - que não é propriamente de formato dependendo da experiência litúrgica de quem chega; mas que é de mensagem e de relacionamento - começa, então, também a frequentar mais assiduamente, porque lhes faz bem!
Depois que se conhece a abundância de Vida em Cristo, a maioria simplesmente não quer parar o processo de aprendizado e fortalecimento da fé.
É lógico também que, dependendo do circuito evangélico que a pessoa está ligada, os "porteiros da igreja" não vão deixar barato, e os que freqüentam o Caminho, serão chamados por sua liderança, e terão que se arrepender de ter feito isso... ("a vontade de Deus não sei o quê, a vontade de Deus não sei o que lá..."). Se o membro insistir, será convocado a escolher onde quer ficar. Com muita sorte, saíra "abençoado", se for o caso!
E quanto a nós? Como tratamos essas questões?
Ora, eu não fico perguntando quem é e quem não é; quem está e quem não está! Deixo vir e ir, conforme cada um.
Vem gente que quer conhecer e saber do que se trata, vem gente aflita, vem gente pelo site, vem gente que gosta de Jesus, mas está cansada da igreja que condena, que julga, que manda para o inferno, que patrulha. Vem gente enviada para xeretar e dar relatório lá na igreja (espiões), vem gente desconfiada, vem gente que sempre vem, mas nunca diz para que veio - E eu não digo nada! Não sou investigador. Vinde! Todos vós!
É uma Estação - não é um clube, não é uma maçonaria evangélica, não é um Rotary da Graça. Ninguém é membro e todos são, se forem membros do Corpo de Cristo! Pode vir, entrar, sair e encontrar pastagens. Entendeu?
Penso que para liderar o Caminho ninguém pode ter espírito de xerife. Se o teu chamado é pastoral... Você é pastor, não delegado! E a Estação se chama Estação porque é uma Estação, e não uma Presídio de Segurança Máxima, com o caso da maioria das instituições evangélicas de "regime fechado" (voltadas para dentro).
"Estação" não é um termo bíblico e nem vai virar, mas aloja como ilustração a realidade da EKKLESIA no contexto neo-testamentário, que é a Assembléia dos Chamados PARA FORA!
Mas quando digo que a "igreja" é um presídio, não duvidem. Isso fica evidente justamente quando o cidadão resolve sair de lá. Então, se dá falta dele na frequência, é lembrado pela liderança, e caçado, perseguido e mal falado no caso de ter encontrado melhor pastagem! Mas, isso só em 99,99% dos casos. E quem ficar bravo com essa constatação é porque é cego ou dono da carapuça!
O mentor de uma Estação não pode andar desconfiado das intenções alheias, não pode pedir investigações neuróticas. Não pode ficar em suspeição com a traição "denominacional" de alguém. Isso é maluquice mafiosa e não procede do Evangelho, todavia compõe aquela parte da lista de obras da carne de Gálatas 5, para a qual a "igreja" não dá a mínima.
Portanto, deixa isso para o pessoal que gosta de fazer isso. Tem um pessoal que tem tara de conquistar o membro da igreja alheia: "Consegui, háhá! Tirei o cara da igreja daquele meu colega que é metido só porque tem a maior igreja da cidade! háhá! Eu invejo, mas conquisto! Aleluia!" Aí o bobão inseguro pensa que virou mais homem em cima do outro. Até se acha, por alguns segundos, mais espiritual, mais poderoso, mais pastor. Tudo coisa de criança, que sempre quer o brinquedo que está na mão do coleguinha."
Entendeu como os caras pensam? É triste mas é assim.
E o que me desaponta profundamente é que eles perderam a capacidade de se arrepender dessas manias. Podem até pregar diferente, mas na hora do "vamos ver" é assim que é, sempre! Mas, vocês... Vocês estão fora do circo!
"Tu, porém, cuida de ti mesmo e da sã doutrina".
E deixa essas tolices para quem virou pastor só para matar a vontade de ser dono do outro, dono da Obra, dono da Vinha, dono das almas.
E qual é o compromisso que se tem com o Caminho da Graça? O compromisso pessoal com a Estação tem a ver com a consciência voluntária de manutenção e suprimento das necessidades coletivas do trabalho. O que não for espontâneo, alegre e fruto de gratidão e amor não interessa para Deus e nem interessa para o Caminho.
Portanto, apele às consciências, conclame à generosidade, exponha as necessidades, peça ajuda sincera; só não faça terrorismos, não trate ninguém como criança, não faça "ameças bíblicas", não chame a tesouraria de "casa do tesouro", porque vocês não são o Estado de Israel e nem o dízimo é um imposto nacional de tributação obrigatória, como no templo de Jerusalém e na igreja evangélica, que diz que namora com Jesus, mas vai todo dia para cama com Moíses, em flagrante adultério contra o Noivo e a Nova Aliança!
Que todos aprendam a dar ofertas e dízimos, mas como Abraão diante de Melquisedeque - cheio de gratidão e reverência e sem barganhas a fazer!
Diferente do meu costume, estou publicando essa e outras cartas no site para, através delas, tirar dúvidas de um monte de outros irmãos, segundo os emails que recebo.
Um abraço a todos os irmãos de BH, que inauguram a Estação nessa semana!
Na mesma Graça,
Marcelo
marceloquintela@caiofabio.com
Um caminho feito de gente: identificação!
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Postado por Unknown
----- Original Message -----
From: UM CAMINHO FEITO DE GENTE: identificação!
To: contato@caiofabio.com
Sent: Monday, March 27, 2006 6:48 PM
Subject: Identificação no Caminho
Graça e paz, pr. Caio,
Depois que descobri seu site, não consigo mais ficar sem ler todos os dias suas mensagens e respostas de cartas que ajudam nas minhas questões pessoais, e ainda ajudam a gente (a quem lê) se humanizar e se ver semelhante a todo ser humano.
Felizmente estou longe da idolatria que "pega" muita gente quando se apega a alguém que lhe faz cafuné na alma.
Como tem ovelha satisfazendo ego de pastor por aí!
Que Deus o livre!
Oro para que o sr. continue sendo pastor de almas. Senti-me encorajada a escrever-lhe, depois de muita relutância, ao perceber a ternura com que atende as pessoas que visivelmente estão machucadas, clamando por socorro, entre as setas inflamadas do inimigo invisível e o chicote da culpa assumida que, visivelmente, atormenta as consciências, por não faltarem acusadores (até mesmo a própria consciência).
Ouso aqui expressar meus sentimentos, que tive depois do encontro das Estações em Brasília; sentimentos aos quais chamo de "Identificação":
Mesmo que quando somos quebrados e feitos de novo, continuamos de barro e todos da mesma argila (Já vi algo seu escrito nesse sentido). Assim, de Força em Força, de Fé em Fé, de Fraqueza em Fraqueza, nos identificamos.
Acredito que o sr. já se identificou com Jó, com Jonas, Jeremias, João... Jesus. E ainda, com Pedro, Paulo e com tantos outros Pescadores, Pregadores e Pecadores...! (as consoantes iniciais são meras coincidências, rsrsrs).
O Caminho da Graça parece um sonho meu que Deus está realizando com homens valentes e destemidos como vi aí em Brasília.
Não me sinto tão mal, porque vejo tantas pessoas que, como eu, estão cheias de dúvidas e inseguranças...; mas tudo o que eu desejaria era re-começar... Como Lutero, que se retornassem à Palavra...
Vejo o Caminho da Graça acolhedor das gentes que, sem perder a identidade, perderam-se no in-conformismo que gera dor e sofrimento. O Caminho é como o rio que se renova a cada movimento, a cada ação do vento. E o vento sopra aonde quer. No Caminho nunca se está sozinho. No caminho de Emaús os dois discípulos desolados caminhavam solitários até que Jesus lhes fez companhia. Com Ele algo novo acontece, brota um ardor de alegria no coração, gera uma nova disposição que faz ir em direção aos outros semelhantes nas diferenças. No Caminho vão todos à mesma direção, incluem-se e se solidarizam. Não há espaço para partidos e facções, pois, todos têm o mesmo espírito, uma só fé, um só Senhor.
Esse é o ponto diferencial, ideal ou real?
Porque não é a pregação que está de todo errada na igreja, mas é a prática do que se prega.
O amor sofre o processo de esfriamento a partir do púlpito que, paradoxalmente, como cera derretida, a gota cai congelada.
Já não é a ovelha desgarrada que bale sozinha, mas as ovelhas encurraladas gemem de solidão na indiferença, na falta de comu-nhão . As ovelhas precisam encontrar águas tranqüilas no Caminho e pastagens verdes porque estão morrendo de inanição.
Que a Palavra de Deus, pela sua instrumentalidade, inteligência e ousadia, seja cada vez mais o alimento vital de muitas almas famintas e carentes. Esta é a minha oração.
Já lhe mandei um poema, não sei se o sr. viu. Vou ficar muito feliz se receber pelo menos uma palavra sua de que viu esta carta. Abraços ao sr. e Adriana.
Que Deus os sustente e guarde.
Com muito amor,
Antônia
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Minha querida Antônia: Graça, Paz e Alegria no Espírito Santo!
Sim, já houve tempo em que o problema na "igreja" era 'apenas' o de que o discurso de "amor cristão" não combinava com a prática eclesiástica. Entretanto, esse tempo passou para cerca de 97% das "igrejas"do Brasil já faz tempo.
Hoje nem o discurso hipócrita de amor cristão existe mais. A coisa toda virou guerra, conquista, poder, domínio, espírito de controle e dominação explícitos; e muitas outras perversãoes, que vão da mensagem (a qual anda moribinda na boca da "igreja") à toda sorte de manifestações pagãs. O que transforma a "igreja", como ela se tornou hoje, em algo tão ou mais pagão do que o que havia nos dias de Lutero, conforme sua alusão.
O que nós temos hoje tem na "igreja universal" o motor de algo que carrega, em maior o menor medida, o mesmo "espírito". Sim, ainda em 1994 eu vi que a "igreja", na prática, havia escolhido o modelo pagão da "universal", abandonando de vez qualquer sonho que pudesse ser dignamente evangélico em relação a ser relativo ao Evangelho.
Daquele tempo em diante minha angustia pessoal era descobrir como sair "daquilo". Sim, de fato e de verdade, eu não queria mais ser parte daquilo de modo algum, mas não sabia o quê e nem como fazer.
Hoje seu sei que tudo o que aconteceu (conquanto seja responsabilidade minha em tudo quanto me disse respeito), teve a mão poderosa de Deus. Sim, hoje eu sei que "aquele mal veio da parte do Senhor".
As dezenas de sonhos-visões que Deus me deu entre 1997 e 2000, todos falavam do mesmo tema, e estavam carregados da mesma mensagem: "Esse mal vem da parte do Senhor".
O difícil no meio da confusão ainda em curso era saber que bem pode estar oculto em tal mal que vinha do Senhor!
Entretanto, o tempo, o vento, o sopro, o toque, o balançar, o mover, o agir sutil e poderoso de Deus, vai trabalhando em todas as coisas; e, sem que se perceba, Ele mesmo começa a chamar à existência coisas que a gente já nem crê mais que ainda possam ser possíveis.
Desde jovem que minha atenção foi chamada para a expressão "os do Caminho", referindo-se ao discípulos; e "este Caminho", referindo-se ao Evangelho; as quais acontecem no livro dos Atos dos Apóstolos; quase sempre em alusão a algo referente a Paulo.
Todavia, depois de um tempo, gradualmente, em minha mente foi se formando a idéia de que o termo "igreja" perdera seu significado original, e, pelo uso milenarmente pervertido, a expressão já não era mais útil para designar a jornada individual e comunitária dos discipulos de Jesus.
De fato, a idéia de "igreja" ficou tão possessa de outros significados que usar o termo fala da antítese do que se desejaria expressar, conforme o Evangelho.
Jesus, entretanto, só falou em 'igreja' duas vezes; tendo, todavia, falado da fé como algo que se manifestava no discipulado, como indivíduo, e nos discípulos, como ajuntamento andante, dezenas de vezes.
Assim, a ênfase existêncial de Jesus no discípulo é algo que diz muito acerca do que é importante e saudável. Além disso, a descrição que Pedro faz de Jesus, em Atos, quando diz que Ele "andava fazendo o bem por toda parte", mostra a total despreocupação de Jesus com qualquer outra coisa que não fosse, antes de tudo, fazer o bem em toda parte.
É por esta razão que não o vemos "montando" ou "articulando" uma "igreja" em lugar algum. Ao contrário, conquanto Ele fale em "edificar a sua Igreja", ao mesmo tempo, Ele parece não fazer nenhum esforço semelhante aos nossos, no sentido de "edificar" uma "igreja" do mesmo modo como há muito se crê e se imagina que seja o "interesse de Deus".
Jesus não plantou igreja em nenhum chão que não fosse o do coração das pessoas!
Não há Nele nenhuma manifestação de posse geográfica sobre qualquer novo ser que lhe cruze o caminho.
Sim, Ele cura, liberta, perdoa, acalenta, exorta, acolhe, etc...; porém, em momento algum Ele diz qualquer coisa ao novo "convertido" que seja do tipo: "Fique aqui ou você se perderá!"
Muito pelo contrário, o tempo todo o movimento que Ele propõe é outro. Quase nunca é um "fica"; mas quase sempre é um "vai". E quem "fica", fica apenas para ser ensinado a "ir", enquanto vai...
E a ordem Dele é "indo façam discípulos..."; o que sugere movimento, andança, semeadura, cuidado, e multiplicação de novas consciências segundo o Evangelho; tudo, entretanto, acontecendo enquanto se vai...; ou seja: no caminho.
Pessoalmente eu creio que boa parte da doença da "igreja" vem desse "ficar", o qual forma grupos e partidos, e estabelece um relacionamento clubesco e viciado; visto que a ordem foi invertida, pois os chamados para fora, ficarem presos confortavelmente do lado de dentro; e pior: crendo que somente do lado-geográfico-de-dentro é que residem todas as coisas de Deus.
Portanto, nesse caso, a "igreja" se vê como "despenseira" da graça de Deus não como quem dá, mas como quem "guarda" e se sente "dona" dos bens de Deus.
O que vai acontecer conosco? Sim, andando como quem busca andar como gento "do Caminho". Sinceramente eu não sei como será, embora saiba o que seja. O que sei é que não tenho nenhum medo de andar conforme a minha consciência do Evangelho na presença de todos os homens.
Não me envergonho do Evangelho; e isto nada tem a ver com ser ou não "evangélico".
No meu caso, a fim de poder dar testemunho para os "evangélicos", tendo sido um deles por muitos anos, e entre todos, um dos mais ouvidos, aprouve a Deus me derrubar aos olhos deles, fazer-me provar os juízos, as afrontas, os desrespeitos, e tudo o mais que da maioria dos "líderes" evangélicos me veio; bem como, a indiferença que "desconhece" você quando sua presença se faz sentir, a qual me foi manifesta por muitos irmãos e dantes amigos — tudo isto para me libertar de tais muralhas; e, de fato, me dar a chance maravilhosa de pregar as insondáveis requizas de Cristo "fora dos portões" da Cidade Amuralhada na qual a "igreja" se tornou.
Assim, o que era trágico se me afigurou, posteriormente, um ato soberano e libertador de Deus; salvando-me de viver o resto da vida com aquele grito sufocado na alma; grito esse que, por mais que eu o expressasse, ainda assim me parecia insuficiente, posto que eu falava "de dentro", como quem validava algo que minha própria alma abominava.
Estou dizendo tudo isto para concluir afirmando o seguinte:
No que me diz respeito jamais faria viagem tão dolorosa para buscar repetir justamente aquilo que minha alma sente e vê como perversão do Evangelho!
Assim, levados pelo vento e andando sem saber para onde estamos indo, mas apenas e suficientemente com Quem estamos aindo, prossigamos sem temor!
Nele, que é o Caminho, e o Senhor de todos "os do Caminho",
Caio
Assim no Caminho como também no Corpo de Cristo
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Postado por Unknown
Amigo amado, Marcelo Quintela: companheiro, filho e irmão — coisas e relações só possíveis Naquele que disse: "Eis o teu filho...; eis a tua mãe": Graça e Paz!
Meu querido cooperador no reino e na esperança de um tempo novo,
Nos últimos meses venho pensando muito na jornada que estamos fazendo com "os do Caminho". Minha convicção é que chegou a hora para que, sem os traumas das organizações e instituições, finquemos o pé no chão firme da organicidade funcional como um corpo; e, portanto, como o Corpo.
Assim, sem traumas, mas livres na Graça e na fé que atua pelo amor (e que se expressa como liberdade reverente, e reverencia liberta para com todos os irmãos), conforme o dom, o chamado, e, sobretudo, de acordo com o que o Espírito estabeleceu como fatos históricos de nossa jornada — como Mentor do Caminho, conforme a iniciativa do Espírito —, tenho decido em oração e meditação, o seguinte:
1. Cada Estação é independente na sua auto-gestão, mas cada localidade, além da diretoria estatutária da sociedade "Caminho da Graça", deve também ter com Conselho Ministerial formado de membros de duas instâncias: os que compõe a diretoria estatutária e os membros ativos dos dons ministeriais; sendo que a soma total desse Conselho Ministerial, não deve ultrapassar o número de 12 indivíduos, homens e mulheres, a fim de que possa ser algo fincado e sem dispersividade.
2. Todas as coisas relacionadas a compras ou alugueis, podem e devem ser decididas por esse Conselho, usando-se o seguinte critério: consenso imediato; ou, não havendo tal consenso, todas as dúvidas devem ser enviadas a mim, com cópia para você, pelo Mentor local da Estação; pois, na sabedoria do Evangelho, exercerei o discernimento, em tais casos, em nome do todo. Nesse caso, as dúvidas devem ser colocadas em e-mail, sendo que a redação de tal texto, deve ser escrito com a anuência de todos os membros do Conselho, a fim de que não proceda apenas de um e ou de uma só interpretação.
3. Somos uma Fraternidade de Estações; porém, o nome que se carrega na designação "Caminho da Graça", remete a todos para a minha pessoa; daí eu não poder ficar nem desinformado e muito menos seqüestrado por eventuais equívocos locais. Isto porque os acertos locais serão sempre locais; porém os equívocos serão sempre projetados em mim. E disso não tenho nenhuma dúvida depois de tanto caminhar...
4. Buscaremos dividir o país em regiões, de tal modo que, à medida em que as Estações aumentem em número e em regionalidade, ou mesmo em internacionalidade, tenhamos supervisores executivos que ajudem a olhar, guiar e manter a harmonia de tudo com o espírito que originou a visão da jornada que estamos juntos fazendo.
5. Gostaria que nos próximos dois anos, caso você possa e aceita, você mesmo fique como Supervisor Executivo de todas as Estações que forem surgindo. Daqui a dois anos veremos se a tarefa continuará a ser possível para você sozinho; pois, caso não seja, dividiremos em grupos de supervisores que se reportem a você, e você a mim. Para tanto, é sadio que cada Estação separe 5% dos recursos locais, tão logo as prioridades locais sejam atendidas (aluguel, som, banda larga para a vídeo conferência, e eventuais ajudas financeiras para os que se dedicarem integralmente à Palavra, caso necessitem), a fim de que possamos financiar as viagens e outras iniciativas de supervisão.
6. É meu desejo unificar a visão e a mensagem do Caminho. Portanto, além do "Sem Barganhas com Deus" (que é o nosso livro texto acerca da visão-de-conteúdo), temos que estimular a todos "os do Caminho" a lerem e divulguem o booklet "O Caminho da Graça Para Todos", bem como a leitura diária do site. Além disso, gostaria que cada Estação contribuísse com 5% para um fundo de Divulgação da Palavra; o qual será gerido aqui em Brasília pelo Conselho local da Estação 1. Assim, poderemos ter o programa de televisão do Caminho posto em rede nacional, pois será a partir dele que divulgaremos a Palavra e também as atividades de todas as Estações, conforme a "sabedoria dos filhos das trevas", que tão bem fazem isto (você sabe a quem e a quê me refiro).
7. Cada Estação tem liberdade de se adequar às necessidades locais de natureza circunstancial. Porém, no que tange ao espírito das reuniões, quero que em cada lugar, quem quer que chegue, encontre as mesmas posturas espirituais praticadas por mim aqui na Estação 1. Desse modo, é fundamental que todos "os do Caminho" leiam o site se possível todos os dias, e nele se aprofundem; bem como é fundamental que ouçam (ainda que de modo gravado) as mensagens que são pregadas aos domingos aqui em Brasília e que são transmitidas ao vivo pela Radio do site; e ainda que cada grupo se prepare para receber a vídeo Conferência que acontecerá provavelmente todas as quartas-feiras, e que serão transmitidas diretamente aqui de minha casa em Brasília. Com isto, nem de longe, estou sugerindo que se "repita" o que foi pregado por mim (a menos que o Mentor Local sinta tal desejo no coração), e nem tampouco que se crie qualquer espírito de clonagem, o qual minha alma aborrece, posto que desconstrói o processo de individuação de cada Mentor Local. Porém, é necessário que assim seja apenas porque, enquanto eu viver, tenho de Deus está incumbência no que tange a manutenção do espírito do Evangelho, conforme sei que me foi dado discernir no curso de muitos anos, e em meio a muitas coisas, especialmente nos sofrimentos.
8. É também fundamental que a cada novo Encontro de Estações, mesmo as que sejam criadas regionalmente, havendo meios, que cada Mentor das outras Estações tente estar presente, a fim de que haja comunhão e unidade. Podendo ter suas passagens financiadas pelo grupo local (ou pela própria pessoa, no caso dela ter tal autonomia financeira).
9. É também de capital importância que desenvolvamos o site "Caminho da Graça Para Todos", o qual estará dentro do site www.caiofabio.com No meu site haverá "os conteúdos do Caminho"; e no site do Caminho teremos as informações de todas as Estações, bem como espaço para que os Mentores Locais postem mensagens e informativos semanalmente. Portanto, peço a você que faça um apelo em meu nome a todo e qualquer caminhante com especialidade em tal tecnologia, no sentido de que tenhamos com urgência o site do Caminho no ar.
10. Gostaria também que estabelecêssemos que cada Estação seja um lugar de venda e distribuição de livros, DVDs e CDs do Caminho. Assim, não apenas espalharemos a mensagem pelas localidades, como também poderemos deixar um percentual das vendas para a Estação local, a fim de ajudar no financiamento de todas despesas concernentes a cada grupo e suas atividades.
11. A filosofia espiritual das "Contribuições Financeiras no Caminho" está baseada num livro meu intitulado "Uma Graça Que Poucos Desejam", que em breve estará transcrito e disponível no site para download, sendo o mesmo um estudo do pensamento neotestamentário acerca do assunto.
12. Quanto ao mais, nossa ênfase é que cada um "dos do Caminho" passe a ler o NT a partir de Jesus, conforme está posto no site, no "Sem Barganhas com Deus" e no "O Caminho da Graça Para Todos".
13. Além disso, o Caminho, em suas reuniões, não é apenas um lugar de ensino verbal, mas também de orações por doentes e aflitos em todos os encontros semanais.
14. Também é fundamental que não nos esqueçamos dos mais pobres entre nós e em qualquer lugar. Por isto, estimule a todos "os do Caminho" a levarem sempre alimentos não perecíveis para cada encontro, ou uma vez ao mês, a fim de que se tenha como socorrer aos necessitados.
15. Por último, devemos estimular a cada Mentor de Estação do Caminho a não ser "um gargalo". Por essa razão, todo Mentor deve ser um "explorador de tesouros", sempre atento aos dons de cada um, a fim de que todos os dons tenham sua expressão entre nós.
Tudo o que escrevi acima tem exclusivamente a finalidade de dar trilhos mínimos para a jornada, isso a fim de que ninguém desvirtue "o espírito da caminhada". Do contrário, não valerá a pena.
Coisa boa e nova está começando. E nossa responsabilidade diante de Deus é servir a nossa geração, enquanto estivermos aqui, conforme o espírito do Evangelho que nos alcançou por revelação do Espírito.
Receba todo meu amor e gratidão!
Beije por mim a todos os amados em Jesus, o Cordeiro Eterno e nossa Páscoa de Eterna Libertação.
Nele, que nos pôs no Caminho que só é caminho se acontecer no Caminho que é Ele mesmo,
Caio
Marcelo Quintela - Supervisor Executivo do Movimento "Caminho da Graça"
Comunicação direta: marceloquintela@uol.com.br



